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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Alimentação do Cavalo de Equoterapia

A quantidade de alimento consumido varia de acordo com o trabalho e a fase de desenvolvimento do animal. Os cavalos adultos que não fazem exercícios mais rigorosos e não trabalham não precisam de ração e devem comer cerca de 1,5% de seu peso em feno. Portanto, um animal de 500 kg que viva nessas condições precisa de 7,5 kg diários de feno (ou 26 kg de capim), mais sal à vontade.
Já os cavalos de esporte e trabalho , e aqui se incluem os cavalos de Equoterapia que trabalham em média cinco dias por semana ,, que comem ração, precisam do dobro - cerca de 3% de seu peso. As proporções entre volumoso e concentrado seguem a tabela. Assim, um cavalo de 500 kg que trabalhe na fazenda ou faça exercícios de equitação para amadores, sem participar de competições, precisa de 6 a 7 kg de feno (21 a 24 kg de capim), mais 5 a 7 kg de concentrado e sal â vontade. A dieta também vale para os garanhões em reprodução.
Para que o cavalo tenha uma dieta bem equilibrada que resulte em alto rendimento , temperamento equilibrado é essencial que contenha todos os elementos seguintes , :

A Água
A necessidade de água de um cavalo depende da temperatura, da quantidade de exercício, da sua alimentação e da sua idade. Um jovem cavalo tem na sua constituição cerca de 80% de água enquanto que num cavalo adulto esta percentagem está entre os 50% e os 60%. Deve-se ter sempre à disposição do animal água fresca, jamais gelada devido aos riscos de cólicas que esta pode ocasionar. Deve também estar sempre limpa, evitando-se as águas barrentas que podem causar distúrbios digestivos pelo acúmulo da terra dentro do aparelho digestivo do cavalo. Deve ser fornecida ainda à vontade, pois as necessidades de água pelo cavalo são elevadas, de 20 a 75 litros por dia, dependendo do porte do animal, do clima, da intensidade do trabalho e da natureza da alimentação. As fêmeas em lactação têm suas necessidades aumentadas em 15 a 30 litros por dia.

Os Hidratos de Carbono
Estão presentes no amido (é encontrado nos cereais), nos açúcares (presentes em todos os alimentos, principalmente nos melaços e na erva fresca) e em certos componentes das fibras.

Os Óleos e Gorduras
Os óleos estão presentes em pequenas quantidades na maioria dos alimentos comerciais e é geralmente acrescentado à dieta do cavalo sobre a forma de óleo vegetal. Estes contém duas vezes e meia mais energia do que os hidratos de carbono, sendo assim fontes de energia concentrada.

As Fibras
Encontram-se em todos os alimentos principalmente na erva no feno e na palha e são um elemento muito importante na dieta do cavalo.

As Proteínas
Ao serem decompostas dão origem aos aminoácidos que são utilizados no crescimento, na gravidez, na produção de leite e na reparação de tecidos. As necessidades de proteína dos animais são específicas para prover os aminoácidos de que o animal necessita, assim como a atividade que desempenham, como crescimento e reprodução. Devemos nos preocupar, não só com a quantidade da proteína, mas principalmente com a sua qualidade.

Os Minerais
Grupo dividido em macro e micro elementos minerais. Os macro-elementos estão envolvidos com a estrutura do animal e são perdidos diariamente durante o desempenho de suas atividades (Ca, P, Na, Cl, K, Mg, S).Os micro-elementos estão envolvidos, principalmente, com as funções metabólicas dos animais. (Fe, I, Cu, F, Mn, Mo, Zn, Co, Se, Cr, Sn, Ni, V, Si).O equilíbrio de minerais mais importante é o do cálcio e do fósforo, com uma relação de cerca de uma parte e meia de cálcio para uma parte de fósforo. O magnésio, o sódio, o cloro e o potássio são outros dos minerais principais enquanto que o cobre, o ferro, o manganês, o selénio e o zinco são minerais secundários.

As Vitaminas
As vitaminas principais são A, D, E, K e o grupo B. Ajudam a controlar as reacções químicas e bastam pequenas quantidades para manter a saúde. Alimentos como o feno são pobres em vitaminas enquanto que a erva e os alimentos verdes são boas fontes deste elemento. Vitamina: Estão divididas em duas categorias principais: as hidrossolúveis e as lipossolúveis.
Com a forragem verde, de alta qualidade, que o cavalo obtém na pastagem, provavelmente não temos que nos preocupar com a adição de qualquer teor extra de vitaminas A, D e E para animais em manutenção. No entanto, se o animal é mantido numa baia e alimentado com feno, provavelmente precisará de uma suplementação de vitaminas.A maioria das vitaminas hidrossolúveis é fornecida em níveis suficientes pelos alimentos normalmente dados ao animal, ou são produzidas em quantidades adequadas no sistema digestivo.Sob condições de stress intenso, como corrida, provas ou exposições, o animal poderá não conseguir as quantidades necessárias de vitaminas através da alimentação normal. Para estes animais, recomenda-se uma suplementação de vitaminas.

Carboidratos e Lipídeos
As necessidades energéticas dos animais são atendidas através dos carboidratos e dos lipídeos que lhes fornecemos. Estas necessidades estão ligadas principalmente ao tamanho do animal e ao tipo de trabalho que desempenha.Os lipídeos não são utilizados apenas como fonte de energia, mas também fornecem os ácidos graxos que são essenciais ao bem estar dos animais. Apenas depois de termos atendido às necessidades de AG dos animais é que podemos usar os lipídeos para atender às necessidades energéticas.

O Volumoso
Feno: é a forma desidratada do capim, isto é, o capim com apenas 10-20% de água. Deve ser feito de capim de qualidade (Coast-cross, tífton, alfafa, etc.) e fenado no ponto certo, nem muito seco, nem muito úmido. Quando o capim é fenado além do ponto correto de corte, pode ficar muito fibroso, o que pode causar cólica nos cavalos. Se for cortado no ponto certo e deixado secar em demasia, fica muito fibroso, também podendo causar cólica nos animais. Se for cortado no ponto certo, mas deixado secar pouco, sendo enfardado úmido, pode ocorrer o aparecimento de fungos que podem causar problemas nos animais. Desde que feito da forma correta e bem armazenado, é um excelente alimento para os cavalos.Capim: este pode ser fornecido sob a forma de pastagens ou suplementado no cocho, picado. Quando oferecido no cocho picado, deve-se atentar para a qualidade deste capim. Os mais utilizados sob esta forma são os capins elefantes (napier, colonião, etc.). O manejo das capineiras deve ser muito bem feito para que o aproveitamento pelo cavalo seja o melhor possível. É muito comum o corte destes capins com altura superior a dois metros e meio (às vezes até quatro metros) de altura. Porém, quando é cortado com altura superior a dois metros e meio, ocorre uma perda considerável da qualidade, devido à baixa digestibilidade de seu talo. O ideal é cortá-lo entre um metro e meio e dois metros e meio.

Complementação Mineral
Esta também é de fundamental importância para suprir as necessidades básicas do cavalo, que são relativamente elevadas com relação aos minerais. Estes devem ser oferecidos de maneira equilibrada, através de sais minerais de empresas idôneas e à vontade, num cocho à parte.

Suplementação Nutricional
Após termos suprido as mínimas necessidades para manutenção do cavalo, aí sim, conforme atividade a que vamos submetê-lo, seja um potro em crescimento, égua em reprodução ou cavalo de esporte e trabalho, devemos oferecer-lhe os complementos de uma alimentação, para que possamos atingir os níveis Energéticos e/ou Protéicos suficientes para suprir estas novas necessidades, mas sempre respeitando sua natureza valorizando o volumoso.

Ração
Esta deve ser equilibrada, oriunda de empresas idôneas para se ter garantia da qualidade do produto. Existem vários tipos de apresentação de ração: Farelada, Peletizada, Laminada ou Extrusada. As rações industrializadas (Peletizadas, Laminadas ou Extrusadas) possuem 03 vantagens fundamentais sobre as fareladas, principalmente as misturadas na propriedade:
1. Toda matéria prima que chega à fábrica de ração é classificada e analisada para se ter certeza da qualidade de seus nutrientes (Umidade, Proteína, Minerais, etc.). Com base nessas análises, é possível garantir a qualidade e os níveis do produto final (com relação à proteína, minerais, fibra, etc.). Como não é possível analisar a matéria prima na propriedade, não há garantia de manutenção do padrão do produto final.

2. As rações fareladas produzem muito pó que, se inspirados pelo cavalo, podem levar a problemas respiratórios. Além disso, este pó pode causar obstrução do canal naso-lacrimal (canal que liga a narina ao olho) levando a produção excessiva de secreções oculares.

3. Para se evitar este pó, é muito comum molhar a ração antes do fornecimento ao animal. Ocorre que as rações fareladas, por serem mais leves que as peletizadas, ocupam um volume maior, portanto os cavalos demoram mais tempo para comer esta ração. Em temperaturas mais elevadas, podem ocorrer processos de fermentação desta ração molhada levando a quadros de cólicas.
Existem ainda as matérias-primas (aveia, trigo, milho, etc.) que muitos criadores/proprietários de animais oferecem misturado à ração balanceada. Ocorre que estas matérias-primas são, em geral, muito ricas em fósforo (a relação Ca:P pode ser de 1:3 quando o ideal é 1,8:1) o que leva a um desbalanceamento na relação cálcio/fósforo sangüíneo levando a graves problemas como a cara inchada.
Quanto às apresentações de rações industrializadas, não devemos nos preocupar com a aparência do produto (peletizada, laminada ou extrusada), mas principalmente com os níveis de garantia destes produtos.
Tecnicamente falando, um produto extrusado é superior a este mesmo produto laminado e este mesmo produto peletizado. Isto não quer dizer que qualquer produto extrusado é superior a outros, nem que toda ração laminada é superior às peletizadas.
O que mais importa na avaliação da qualidade de um produto são seus níveis de garantia, principalmente valores de qualidade de energia e proteína. A qualidade de sua energia também pode ser avaliada através do valor de seu extrato etéreo, que é o valor de gordura de uma ração, onde se este valor for alto, a qualidade de sua energia, e também de sua proteína, serão elevados.Existem rações peletizadas no mercado que possuem qualidade energética e protéica muito superiores às laminadas e extrusadas.
Tendo em conta os hábitos alimentares naturais do cavalo e a fim de servir o seu aparelho digestivo podem estabelecer-se as seguintes regras:

-Tenha sempre ao alcance do cavalo água limpa e fresca;
-Dê ao cavalo pelo menos 2 refeições por dia se estiver em trabalho leve ou médio e 3 ou 4 se tiver um esquema de trabalho completo, de modo a que coma pouco de cada vez mas muitas vezes;
-Baseie-se no peso da comida e não no seu volume – pese a amostra da comida e saiba sempre quanto é que dá a comer ao seu cavalo;
-Alimente o cavalo tendo em conta o seu peso e registre todas as mudanças, devendo consultar o veterinário se estiver preocupado com a dieta;
-Aumente o tipo de alimentos e a sua quantidade caso ache que a carga de trabalho imposta ao cavalo assim o justifique;
-Não utilize nunca rações moles ou poeirentas mas sim alimentos de alta qualidade;
-Não faça alterações bruscas na dieta, de modo a evitar problemas digestivos;
-Dê ao cavalo cerca de 2 ou 3 horas de descanso a seguir a uma refeição e só o alimente 1 hora após terminado o trabalho;
-Obedeça a hábitos horários nas refeições;
-A alimentação do cavalo dever ter pelo menos 50% de fibras;




Uma alimentação incorreta ou modificações bruscas na dieta do cavalo podem levar a graves complicações , dentre as principais estão as cólicas , a laminite e a azotúria ,além de levar a vícios de comportamento e temperamento instável .

As Cólicas
Um dos sintomas destas dores abdominais é o cavalo insistir em estar deitado e rebolar-se sistematicamente. Isto deve ser contrariado mantendo-o em pé e em movimento (a passo para evitar um estrangulamento do intestino.
As cólicas podem ter como causa: acesso do cavalo à água quando se encontra sobreaquecido;vício de engolir ar; ingestão de areia; alimentos húmidos ou molhados;
Comer sofregamente e não mastigar antes de engolir; o intestino dobrado; mudança repentina na dieta.

A Laminite
É também conhecida como aguamento e são vitimas desta doença cavalos que comem em demasia, principalmente alimentos com muitas proteínas, pode ser causada por: pancada ou concussão;situação de grande stress;sobre-alimentação.

A Azotúria
Tem como causas o desequilíbrio mineral , alterações hormonais , sobre-alimentação de cereais em cavalos em descanso

Dr. André Galvão Cintra
Médico Veterinário
Consultoria & Homeopatia
Presidente ABCC Bretão

O Manejo do Cavalo de Equoterapia

Cuidar de um cavalo de equoterapia é uma atividade que requer grande responsabilidade. O cavalo deve ser manejado e exercitado de maneira correta , objetivando sempre um melhor desempenho terapeutico . Uma boa solução para o animal é passar parte do dia ao ar livre, em que se mantém em prática mesmo que não seja incitado a fazer exercício e outra parte do dia no estábulo; assim, o cavalo torna-se mais fácil de montar do que se estivesse todo o dia trancado . Deixar o cavalo sempre ao ar livre ou sempre no estábulo são outras opções. No primeiro caso é necessário ter uma pastagem abundante, uma fonte de água fresca e abrigo contra o mau tempo do inverno e os insetos no verão; nestas condições deve ser dado ao cavalo um complemento alimentar pois apenas a pastagem não é suficiente para manter o cavalo em forma. No caso do cavalo estar estabulado é preciso evitar o tédio visto que o cavalo não está no seu ambiente natural e é também essencial que o tratador entenda a psicologia do cavalo. A seguir abordaremos todas as praticas do manejo ideal , sendo regras gerais aplicáveis a qualquer centro de equoterapia .

domingo, 27 de setembro de 2009

As Marcas de Identificação

As marcas são particularidades independentes das pelagens (dos pêlos), mas tão visíveis que se sobrepõem a certos sinais gerais ou mesmo especiais, a ponto de impressionar imediatamente a vista do observador, razão pela qual são enquadradas no capítulo de pelagem como elementos de identificação , para uma boa resenha do animal. As marcas são naturais ou congênitas, isto é, que nascem com ela, e artificiais ou adquiridas, isto é, que surgem depois do nascimento.
1) Marcas Naturais ou Congênitas
Golpe de lança: depressão muscular, subcutânea, sem sinal de cicatriz, muito parecida com o golpe de uma lança, encontrada nos músculos da tábua do pescoço, braços, coxas, nádegas, etc.
Embandeirada: cauda levantada, pode apresentar-se voltada para a direita ou esquerda (cavalo de raça árabe).
Cabana: orelhas caídas.

2) Marcas Adquiridas ou Artificiais
Cicatrizes acidentais ou operatórias, marcas a fogo (ferro quente) e marcas químicas (para identificar o proprietário) : quase sempre sobre estas cicatrizes nascem pêlos brancos nos animais cuja pelagem é escura, e pêlos escuros, nos animais, cuja pelagem é clara.
Troncho ou mocho : quando as orelhas são cortadas na base, comidas enroladas ou deformadamente tortas.
Embandeirado artificialmente : rabo levantado e voltado para a direita ou esquerda através de uma intervenção cirúrgica, denominada "niquitagem", feita com o objetivo de imprimir mais elegância no animal ou por fraude, quando se quer dar a característica inata do árabe puro em cavalos mestiços ou comuns.
Pitoco ou suro : rabo cortado, sendo a designação de suro mais empregado para aves.

3) Sinais e Particularidades Especiais
Os sinais brancos encontrado na face, focinho e pernas são meios de identificação e vêm registrados na documentação exigida pelas entidades responsáveis. Além desses sinais, marcas no próprio corpo do animal ou manchas brancas podem ocorrer na parte inferior do ventre e nos flancos.

3.1) Na Cabeça
Celhado : quando pêlos brancos aparecem nas sobrancelhas.
Vestígio de estrela : quando aparecem pêlos brancos esparsos na fronte.
Estrelinha : quando há uma pequena pinta branca na fronte.
Estrela ou flor : formada por uma mancha branca na fronte, podendo ter várias formas: em coração, em losango, em meia lua, em U. Pode ser "escorrida".
Luzeiro : formado por uma malha na fronte, podendo ser também "escorrido".
Filete : determinado por um estreito fio de pêlos brancos que escorre pela fronte ou chanfro.
Cordão : determinado por uma fina mancha branca (mais largo que o filete), que se estende da fronte ao chanfro, e até as narinas às vezes, podendo ser interrompido ou desviado.
Frente aberta : quando o cordão se alarga tomando todas a frente da cabeça e indo até a região das narinas.
Façalvo : determinada por malha branca sobre as faces laterais da cabeça ou somente sobre um dos lados (esquerdo ou direito).
Beta : pinta branca que corre entre as narinas.
Bebe em branco : quando um dos lábios ou ambos são brancos, devendo isto ser esclarecido na resenha.
Cabeça de mouro : se uma mancha escura (pêlos mais escuros ou pretos) toma toda a cabeça.
Com embornal : se a mancha abrange apenas a parte inferior da cabeça.
As particularidades acima citadas devem ser descritas na resenha, se possível com um esboço dos contornos e desvios.

3.2) No Pescoço:
Crinado : quando o animal apresenta a crina branca ou desbotada. Esta particularidade é comumente encontrada na pelagem Alazão, variedade amarilho. Deve ser mencionada na resenha somente quando aparecer nas pelagens mais escuras. Neste caso a cauda poderá ou não acompanhar a cor da crineira.

3.3) No Tronco:
Listra de burro: listra estreita, mais escura que a pelagem, que se estende ao longo da linha dorsal, indo da cernelha à base da cauda.
Faixa crucial: faixa escura que corta transversalmente a cernelha, geralmente de pelagem vermelha, alcançando as espáduas.
Rabicão: animal que apresenta fios brancos na cauda interpolados com outros mais escuros.

3.4) Nos Membros:

Zebruras : estrias que cortam transversalmente os joelhos e jarretes.
Bragado : quando o animal apresenta malhas brancas no terço posterior do ventre e nas partes internas das coxas.
Cana-preta : se o animal apresenta canelas pretras nas pelagens que não as incluem.
Calçado : quando a cor branco aparece nos membros, bem delimitada, nas pelagens que não incluem o branco nestas partes. Conforme a extensão do branco o calçamento recebe as seguintes denominações:
Cascalvo : quando somente os cascos são brancos
Calçado sobre coroa : quando o branco está situado apenas na circunferência da coroa do casco.
Baixo calçado : quando o branco vai até o boleto.
Médio Calçado : quando o branco abrange a qualquer parte da canela.
Alto Calçado : quando o branco alcança os joelhos e jarretes
Arregaçado : quando o branco ultrapassa estas articulações (joelhos e jarretes), alcançando os antebraços e pernas.
Argel : quando um só membro é calçado.
Manalvo : somente os anteriores são calçados.
Pedalvo : somente os posteriores são calçados.
Calçado em diagonal : quando o calçamento é no bípede em diagonal, devendo ser esclarecido apenas qual o anterior que forma a diagonal.
Trialvo : quando três membros são calçados (baixo, médios ou altos); devendo ser citado na resenha da seguinte forma: "trialvo anterior esquerdo" - estando nisto explícito que o único membro não calçado é o anterior direito.
Quatralvo : quando todos os membros são calçados.
(Equitação Especial)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dentição e Idade Equina

Os dentes são elementos principais pra conseguir determinar, com segurança, a idade aproximada, dos cavalos. A avaliação da idade é importante pois, muitos animais não tem registro oficial e, são negociados a base da idade aproximada. O cavalo adulto possui 40 dentes e a égua 36, normalmente, assim distribuídos:12 incisivos,6 superiores ,6 inferiores ,4 caninos, em geral ausentes na fêmea
24 molares distribuídos igualmente nas duas arcadas.
O potro, macho ou fêmea, apresenta apenas 24 dentes, todos caducos (
12 incisivos e 12 molares)
Os dentes de leite são menores e mais brancos que os dentes permanentes e possuem um colo ou linha de estrangulamento em seu terço médio.
Com o desgaste, devido à mastigação, os dentes também mudam seu arco incisivo que, visto de perfil, é arredondado no animal jovem e vai se tornando alongado à medida que o animal envelhece.

Os dentes e suas respectivas idades

Na fase de dentes definitivos, os dentes têm forma recurva e a raiz vai se tornando cada vez mais estreita e oblíqua, com o desgaste dos dentes. Na extremidade da parte livre existe um orifício, o corneto dentário, que vai desaparecendo com o passar do tempo. Depois de algum tempo, surge uma pequena mancha castanha, chamada estrela radicular.Aos seis anos de idade, as pinças do maxilar inferior já estão sendo usadas há três anos, por isso o esmalte já aparece e a mesa dentária (a extremidade da parte livre) tem forma ovulada.Aos oito anos de idade, os cantos inferiores e todos os incisivos inferiores estão lisos e ovulados.

Aos nove anos, as pinças superiores estão lisas e ovuladas.Aos dez anos, é a vez dos médios superiores estarem apresentando tais sinais.Aos onze anos são os cantos superiores que se encontram então lisos e ovulados.

Aos doze anos começa a haver alteração do esmalte que desaparece e exibe-se a estrela dentária, com as pinças arredondadas.Aos treze anos, os médios inferiores e as pinças se tornam arredondadas.Aos quatorze anos, há apenas a estrela radicular em todos os incisivos inferiores e todos os dentes estão arredondados.

Aos quinze anos, nas pinças superiores há apenas a estrela radicular.Aos dezesseis anos, os médios superiores contam apenas com a estrela radicular.Aos dezessete anos, todos os incisivos superiores exibem a estrela reticular e estão arredondados.
Desta forma, é então possível, observando-se o desgaste dos dentes do cavalo, determinar a sua idade.

(Equitação Especial)

O Casco : características e preservação

"A boa conformação da pata é essencial para as atividades normais do cavalo. Não importa o quanto a conformação das outras partes seja boa, se a pata for fraca o cavalo não será um animal útil".

O casco é o estojo córneo que recobre a parte terminal do membro locomotor do cavalo. O anterior é maior e mais oblíquo que o posterior. É uma parte insensível que tem a denominação de escudo do pé e indica que esta função protetora necessita de uma completa estrutura anatômica para que, por muito tempo, atenue as pressões e reações.
O casco dever ser simétrico e ter as partes anterior e inferior mais largas; a pinça deve ter o dobro do comprimento dos talões e formar um ângulo de cerca de 50º com a horizontal; o períoplo, reto e inclinado de diante para trás; a face plantar, larga; sola côncava; ranilha volumosa, bem feita, elástica e forte; lacunas largas e bem acentuadas.
A matéria córnea do casco deve ser escura, rija e dotada de certa elasticidade, apresentando superfície lisa, íntegra e brilhante. Na ranilha, deve ser mole, elástica e forte.



Para ter uma boa conformação, um cavalo deve ter uma conformação dos membros razoavelmente boa, visto que a pata reflete a má conformação dos membros. Existe muita variação na qualidade de estrutura das patas dos cavalos.
A parede do casco deve ser espessa para suportar o peso do cavalo, ser resistente, flexível e possuir qualidades normais de crescimento. Deve ser mais espessa na pinça e adelgaçar-se gradualmente em direção aos talões, mostrar desgaste igual nos lados medial e lateral.
A sola também deve ser espessa o suficiente para resistir a irregularidades do solo. Deve ser ligeiramente côncava de medial para lateral e da pinça para os talões. Não deve haver nenhum contato primário entre o solo e a sola, pois ela não é uma estrutura que suporta o peso.
As barras devem apresentar bom tamanho e a ranilha dever ser grande e bem desenvolvida, com um bom sulco central, ter consistência e elasticidade normais e não apresentar umidade; deve dividir simetricamente a sola em duas partes e seu ápice deve apontar para o centro da pinça.

A pata dianteira deve se circular e larga nos talões; o tamanho e a forma dos talões devem corresponder ao tamanho e a foram da pinça.
A pata traseira deve apresentar uma aparência mais pontiaguda na pinça e a sola geralmente mais côncava que a dianteira.
O eixo da pata, visto de frente e de perfil, é uma linha imaginária que passa através do centro da quartela. Esta linha deve dividir as falanges proximal e média em partes iguais. Visto de perfil, deve ser contínuo com o eixo da quartela e seguir o mesmo ângulo. O eixo normal das patas dianteiras deve ter um ângulo de 45° a 50°, a das traseiras de 50° a 55°.Uma pata nivelada indica que as paredes medial e lateral são do mesmo comprimento. Para determinar se uma pata está nivelada o membro deve ser seguro de modo que a superfície de contato com o solo possa ser vista ao longo do eixo longitudinal.
Uma linha imaginária dividindo o eixo do osso da canela, boleto e quartela cortada por uma linha transversal que toque a superfície de contato com o solo de cada talão deve resultar em ângulos de 90° na intersecção. Uma pata nivelada indica que o animal está desgastando uniformemente o casco e o movimento da pata em suspensão deve descrever um arco normal e regular, com o cavalo tocando o chão uniformemente sobre toda a pata. Os talões devem arriscar logo antes da pinça e o centro do peso deve ser localizado na ponta da ranilha. Na pata normal, o casco atinge o pico do arco de suspensão quando passa pelo membro de apoio oposto.


Ferrageamento
Com os estudos da biomecânica da locomoção dos eqüínos ficou comprovado que os métodos de aparação de cascos de ferrageamento, empíricos e que não respeitam a condição anatômica ideal dos cavalos, mantêm as pinças compridas e os talões baixos . Este método de aparação utilizado por falta de conhecimento ou por modismo é prejudicial à vida útil dos vários tecidos que compreendem o sistema locomotor, diminuindo a performance e a vida útil dos cavalos atletas.
As estatísticas mostram que, de cada 100 problemas diagnosticados nos locomotores, 80% estão nos membros anteriores e a grande maioria do joelho para baixo. A grande causa é a falta de alinhamento do sistema digital devido ao ângulo do casco menor do que o ângulo da paleta com a horizontal.
A pinça longa e os talões baixos, ocasionados pelo ângulo do casco menor do que o ângulo da paleta ou escápula, provoca um esforço maior de sustentação nos tendões flexores, ou seja, um braço de alavanca maior para suportar o peso de cima para baixo, que tenta jogar o boleto até o chão.
O recorte dos cascos deve ser realizado a cada quatro a cinco semanas e deve-se reposicionar as ferraduras dos animais que as utilizam também com a mesma freqüência.O objetivo da aparação é tornar o formato, o ângulo do eixo e o nível da pata tão próximos do normal quanto possível. No entanto uma aparação muito entusiástica que objetiva criar um eixo da pata perfeita é desaconselhada, pois qualquer alteração radical poder provocar alterações patológicas.O caso deve ser recortado de modo que a quartela e a pata fiquem com seus respectivos eixos formando uma linha contínua. O cavalo deve ser observado em repouso e em movimento , para melhor determinar os ângulos da pata mais adequados para cada animal. A finalidade deste exame é avaliar a forma da pata e da sua relação com o membro em repouso e em movimento. Além disso deve-se observar se a pata está equilibrada no eixo correto.Se for lembrado do que cada cavalo é um caso particular e possui a sua maneira própria de se locomover, que está diretamente relacionada a conformação, torna-se evidente que as práticas de recorte e ferraçào devem ser modificadas para se adaptarem a cada caso. Após a observação, a parte deve ser limpa com um limpador de cascos. As porções mortas da sola e ranilha devem ser cortadas com a rineta. Realiza-se apenas cortes superfi ciais, pois a ranilha normal e as camadas protetoras da sola não devem ser removidas. Mantendo-se em mente os ângulos adequados para este cavalo em particular, a parede do casco deve ser aparada com o torquês . Normalmente o recorte é iniciado em um talão e termina no outro, ou recortam-se os talões em direção a pinça.A parede normalmente deve ser aparada até o nível da ranilha, mas nunca além da sola. Deve-se estar bem atento ao ângulo da torquês, evitando que se criem irregularidades na superfície da parede do casco que se apoia no solo. As barras devem ser aparadas apenas até o nível da parede do casco na região dos talões e não removidas. Deve-se utilizar uma grosa para nivelar a superfície inferior da pata alisando-a após a aparação correta A grosa deve ser segura de modo plano e nivelado, para que não se rebaixe uma parede mais do que a outra. A abertura dos talões ou corta-se a parte larga da ranilha entre a barra e a própria ranilha, pode ser feita. O recorte da ranilha nesta região é necessário para que ela limpe a si mesma, o que auxilia na prevenção de infecções da mesma. As bordas externas da parede do casco devem ser grosadas em cunha até o limite externo da linha branca , nas paredes do casco mais grossas, para diminuir a probabilidade de fendas ou rachaduras da parede do casco.É também importante que se preste atenção ao comprimento da parede do casco. Esta distância medida auxiliará a manutenção do mesmo comprimento da pinça da pata oposta ou membros pélvicos.

Procedimentos para Ferrageamento

1 - Conheça o ângulo da paleta do seu cavalo antes de se aventurar cortando o casco. Apare os cascos anteriores (mãos) e tente colocá-los com o mesmo ângulo da paleta. Confira o ângulo dos cascos com um gabarito angulador de casco. Os ossos digitais devem ser alinhados, de forma que colocando-se uma linha reta do meio do boleto e meio da quartela (falanges) ela deve passar pelo emio do casco, alinhada com as suas cânulas naturais (linhas verticais do casco). No casco achinelado as linhas do casco não concindem com este alinhamento da quartela , porque o casco tem ângulo menor do que a paleta e a linha é quebrada para baixo (lado do chão).
2 - Limpe a sola, abra os 3 canais da ranilha de forma a deixar passar o dedo mínimo para entrar ar , obtenha a concavidade da sola e não corte jamais as barras, pois ela são a continuidade da muralha de sustentação e garantem 30% da sustentação do cavalo.
3 - Assegure que os cascos estão balanceados no sentido médio-lateral ( largura) e ântero-posterior ( comprimento). As metades do casco esquerdo, por exemplo, devem ser iguais, assim como os comprimentos desde a pinça até cada um dos talões. Depois confira para que os cascos dianteiros sejam iguais entre si. Quando aparar os cascos traseiros, siga as mesmas instruções. Assim, quando o cavalo coloca o casco no chão ambos os talões apoiam no chão ao mesmo tempo e o casco rola a pinça no meio, o desgaste da ferradura ocorre exatamente na frente e o vôo ou breakover é elegante e para a frente (avante).

4 - Escolha a ferradura de acordo com as necessidades do cavalo e ajuste-a ao casco bem aparado. A ferradura deve proteger toda a muralha de sustentação, apoiando-se até o final do talão, sem obstruir os canais da ranilha e possibilitando expansão da muralha nos quartos e talões. Nos posteriores, a ferradura pode ter ligeiro sobrepasse de talões, nos animais de talões fracos ou escorridos, de forma a dar maior base de sustentação para o cavalo. A mesa da ferradura é escolhida de acordo com a atividade do cavalo. Mesa estreita (filete) para corrida, mesa média ( 17mm) para trabalho, treinamento e lazer e mesas mais largas para esbarro( 25mm) ou tração. O material da ferradura ( aço, alumínio puro, liga de alumínio, poliuretano com alma de alumínio e outros metais especiais), bem como os demais acessórios ( guarda casco, agarradeiras, palmilhas, talonetes e até rampão) devem ser escolhidos de acordo com a atividade , de preferência com conhecimento, para não prejudicar a performance doanimal.

5 - Fixe a ferradura com o cravo adequado, escolhido de acordo com a espessura da ferradura e com o canal ou craveira, de forma que a cabeça do cravo fique totalmente embutida na concavidade do buraco ou canal da ferradura. Os dois últimos cravos a serem pregados não devem ultrapassar a "linha do juízo do ferrador", ou seja, a linha imaginária que une o final dos médios do casco, antes dos talões. Complicado? Não. Imagine o meio da ranilha, com o casco levantado, e trace uma linha para os dois lados. Ela passará sobre a muralha de sustentação (onde a ferradura apoia) exatamente no lugar dos últimos cravos, em cada lado da ferradura. Esta é a " linha do juízo do ferrador".

6 - Depois de bater os dois primeiros cravos (ombros) e os dois últimos ( talões) da ferradura, bata o guarda casco (se houver). Apoie o casco com a ferradura no chão e observe se a linha imaginária que passa pelo meio do boleto, da quartela e do casco (eixo ântero-posterior do digital) está reta. Se estiver tudo bem, pregue os demais cravos, lembrando que uma boa ferradura terá, no mínimo, 5 furos de cada lado e furos nos talões para colocar agarradeira ou cravar talonetes , calços para corrigir aprumos ou palmilhas. Ferradura barata com três ou quatro furos de cada lado nem sempre atende as necessidades do seu cavalo.

7 - Por último, mas não menos importante, depois de acabar de fazer o serviço, não esqueça de repor o verniz dos cascos com o CASCOTÔNICO, para devolver também a flexibilidade, incentivar o crescimento e proteger a sola, paredes e ranilha contra as brocas , frieiras e podridão.
Erros de Ferrageamento

Em se tratando de cavalos domesticados, a grande maioria tem sido vítima dos métodos empíricos e antinaturais de aparação de cascos e ferrageamento, com características que contrariam o processo natural de sustentação mecânica do cavalo. Os prejuízos resultantes, comumente enquadrados nas afecções ou contusões do sistema locomotor, chegam, hoje, à cifra de 80% nos anteriores, que sustentam cerca de 65 a 70% do peso vivo do animal. Em certas fases da locomoção, o animal é suportado por apenas um dos locomotores e os efeitos naturais da concussão e compressão, causadas pelo peso do submetido ao locomotor, são danosos às bases inadequadas do cavalo.As estatísticas conhecidas comprovam a importância de dar ou devolver ao cavalo a sua condição anatômica ideal. Nem sempre o casco aparado empiricamente ou o ferrageamento conseqüente estão dando ao cavalo condições ideais de sustentação, e, os seguintes pecados capitais podem ser identificados:

Não conhecer a condição anatômica ideal de cada cavalo antes de inicia a aparação de casco e o ferrageamento. Esta condição é dada pelo ângulo da paleta (escápula) com a horizontal, medida pelo nível de escápula ou artro-goniômetro.
O eixo ântero-posterior do sistema digital (linha imaginária que divide ao meio o boleto, a quartela e o casco) é quebrado para baixo e não reto como deveria ser, para que o digital suportasse a força de concussão do casco com o solo. Esta característica é o resultado de cascos compridos de pinça longa e t alões baixos (achinelados), que provocam pressão intensa na parte anterior das articulações dos ossos digitais ( falanges), distenção constante de tendões flexores, compressão excessiva da área do osso navicular e alteração do vôo do casco.
As barras são, em geral, cortadas pelos casqueadores, que desconhecem as suas funções. Elas são a continuação da muralha de sustentação e têm a finalidade de transmitir o peso para a perifieria do casco e de constituir um escoramento ideal para impedir o estreitamento dos talões e bulbos. A ausência de barras concentra o peso sobre os talões e ranilha.
As solas do casco, com os problemas vistos anteriormente, perdem a concavidade, são grossas e planas, sem muita flexibilidade e capacidade para absorver choques e sustentar o peso. A falta de concavidade diminui as ações de expansão e contração do cascos.
Como a angulação do casco e sistema digital não é medida e comparada com a condição anatômica ideal do cavalo que é dada pelo ângulo da paleta (escápula), o animal, muitas vezes,não tem o plano de sustentação ideal, colocando o casco de forma inadequada no solo.Esta condição aliada à condição de termos cascos desbalanceados, com metades desiguais, é conhecida como desbalanceamento médio-lateral. A parte do casco que tóca o solo por último é a que se desgasta mais, porque recebe maior esforço e atrito durante o movimento.O desbalanceamento é a causa de cascos tortos, dos vícios de movimentação dos locomotores e dos problemas de aprumos.O casco balanceado deve ter as metades iguais e os comprimentos entre cada talão até a pinça também iguais.
A abertura dos canais da ranilha (lateral, central e medial) é fundamental para o arejamento da sola (maior entrada de ar), e facilidade para o movimento de abre e fecha dos talões do casco e do trabalho de junta de dilatação da ranilha.O canal central da ranilha quando fica fechado é foco de frieira ou pododermatite exudativa que amolece a ranilha, provoca mau cheiro e prejudica a performance do animal, sobretudo em piso de areia.
Não repor o verniz das partes raspadas pela grosa ou outras ferramentas usada na aparação do casco. O verniz é a proteção que garante a taxa de evaporação e a umidade necessária ao casco. A falta de verniz provoca o ressecamento e as rachaduras, devido a deficiência de keratina. O único produto que incorpora a tecnologia de devolver o vitrificado das partes raspadas é o Cascotônico, que penetra na matéria córnea devido à sua forma líquido-oleosa, tendo, ainda, ação bactericida, fungicida e de enrigecimento controlado do casco e ranilha.O Cascotônico possui em seu principio ceras e óleos vegetais e animais que incentivam o metabolismo de crescimento e renovação dos tecidos.

A Limpeza dos Cascos


Comece pelo membro dianteiro ,posicionando-se corretamente, ou seja, se você vai limpar as patas dianteiras, fique em pé do lado do cavalo. Quando o cavalo já estiver acostumado, ele logo erguerá a pata ao sentir o toque de suas mão em seus membros. Uma prática segura é empurrar a espádua do cavalo com seus ombros para que ele desloque seu peso para as outras patas. Uma vez que a pata estiver levantada segure-a com uma mão e limpe com a outra.

No membro traseiro o processo é parecido com o das patas dianteiras, mas talvez um pouco mais complicado devido a conformação do animal (anatomia do jarrete). Primeiro levanta a pata para frente, somente depois vire-a para trás. Para pegar a pata traseira, fique de pé ao lado da garupa na altura da anca do cavalo. É importante ficar bem perto, pois caso o animal tente dar coice, será mais fácil esquivar-se. Apóie as duas mãos na garupa do animal e depois vá descendo por trás do quarto traseiro do animal. Quando suão mãos atingirem a canela faça leve pressão até que ele dobre seu jarrete e estenda-o para frente (antes de vira-lo para trás).
Segure a pata de seu cavalo distante do chão para que ele perceba que você quer mantê-la em suas mãos. Faça com que perna, joelho e jarrete dobrem naturalmente.
Quando a perna estiver em suas mãos, ou em seu colo, e o cavalo não estiver mais puxando, comece a limpeza do casco. Para a sua segurança, nunca limpe enquanto o cavalo estiver puxando, ou tentando estirar.
O material usado é um limpador de metal, normalmente coberto com borracha onde você segura. Mas, a maioria prefere o modelo de plástico ou ferro. Existe alguns que ainda tem uma escova acoplada para fazer a limpeza dos entulhos mais fácil.Medidas de Segurança
Com um cavalo novo ou irrequieto amarre-o ou tenha alguém para segura-lo. Com um cavalo novo ou irrequieto amarre-o ou tenha alguém para segura-lo.Nunca mexa, ou tente levantar a pata sem antes manter um contato com a parte superior do corpo do animal, pois os mesmos podem reagir dando coices ou pulando de surpresa.Nunca sente no chão para limpar os cascos de um cavalo. Você fica sem mobilidade caso o cavalo queira se mexer ou dar coice.Nunca casqueie um cavalo quando estiver descalço, pode ser perigoso.Caso moscas sejam o problema, passe um spray repelente em seu cavalo, antes mesmo de segura-lo, para evitar que o incomodem.

Fonte: Centran Toledo http://www.toledohorse.com.br/

(Equitação Especial)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Cavalo de Equoterapia : A Importância do Conhecimento Morfologico

Como já se sabe , o cavalo de equoterapia é o agente cinesioterapêutico e dele depende toda a execução do Método . Portanto , exige cuidados especiais desde seu manejo até seu treinamento , ambos específicos para a finalidade exigida . Para o conhecimento correto das técnicas de manejo e de treinamento , é necessário o conhecimento da morfologia equina . O estudo morfológico nos permite conhecer detalhadamente o cavalo e entender todo o seu fuincionamento, possibilitando assim um trabalho técnico de desenvolvimento e trato do cavalo de Equoterapia .

Morfologia do Cavalo
O cavalo é um animal onde se conjugam a estrutura e a função. O seu corpo é adaptado para a velocidade e para a grande dimensão, e é esta combinação que nos ajuda a compreender a sua estrutura. Os seus membros são especializados, têm um número de dedos muito reduzido, e são acompanhados pela perda dos músculos - os que permitem a outros animais agarrar objetos. O cavalo apenas move os membros para frente e para trás o que lhe dá excelentes meios de propulsão. A força de que necessita é dada por músculos muito desenvolvidos que estão ligados aos ossos das coxas, tronco e antebraços.
O esqueleto do cavalo é constituído por cerca de 210 ossos (não tendo em conta os da cauda).
O esqueleto tem como função suportar os músculos e os órgãos internos mas dá também mobilidade suficiente, devido às articulações, para que o animal se deite, paste e se desloque a diversas velocidades. As articulações são formadas por ossos, que são cobertos por cartilagem e são ainda constituídas por uma cápsula que produz um lubrificante sinovial e por ligamentos que seguram os ossos.
No cavalo o esqueleto adapta a sua estrutura aos seus requisitos por exemplo: crânio alongado dá espaço para os dentes enquanto que as órbitas estão posicionadas de maneira a que o ângulo de visão do cavalo seja amplo, podendo este animal aperceber-se dos perigos durante a pastagem.
Os músculos do cavalo consistem em massas musculares ligadas aos ossos por um lado e aos tendões por outro. Os tendões são protegidos por bainhas sinoviais que são constituídas por películas finas e fibrosas e que protegem os tendões do risco de fricção com o osso.
Os ligamentos, assim como os tendões, são relativamente curtos, tal como os reforçadores de articulações. No entanto há ligamentos especiais: o restritor, que se liga ao ligamento por detrás da articulação do joelho e junta-se ao tendão flexor digital profundo na sua parte mais baixa atrás do osso da canela; e o suspensor, que tem a extremidade superior ligada à parte superior traseira da canela e na fila inferior dos ossos do joelho, a extremidade inferior ligada aos sesamóides, por baixo do boleto. Este sistema é semelhante nos membros anteriores e posteriores.
A pele do cavalo possui três camadas: celular , sub-epitelial e sub - dérmica .
Camada celular; que têm a capacidade de, à medida que a sua superfície se desgasta, se auto-reparar; Camada sub-epitelial ; em que se encontram os sensores da dor e outras estruturas sensitivas e que alimenta a camada superficial; Camada sub-dérmica: que tem como função isolar a pele do osso ou do músculo que fica por baixo dela e onde se situam os folículos capilares.

O sebo, substância gordurosa, é segregado por glândulas sudoríparas que se encontra na pele e permite a formação de uma camada impermeável que protege o cavalo da umidade e do frio.
As Regiões do Corpo
1) Cabeça
Extremidade Superior : Nuca, Garganta e Parótida
Face Posterior : Fauce,Ganacha e Barba
Face Anterior : Fonte,Chanfro e Focinho
Faces Laterais :Orelha ,Fonte,Olhal, Olho, Bochecha e Narina
Extremidade Inferior : Boca

2) Pescoço
3) Tronco
Extremidade Superior : Cernelha,Dorso ,Lombo ,Anca e Garupa
Extremidade Anterior : Peito ,Inter-axila e Axila
Faces Laterais : Costado e Flanco
Face Inferior : Cilhadouro ,Ventre e Virilha
Extremidade Posterior : Cauda,Ânus,Períneo e Orgãos genitais


4) Membros
Regiões próprias dos anteriores : Espádua , Braço , Codilho e Antebraço
Regiões próprias dos posteriores : Coxa , Nádega , Soldra e Perna



(Equitação Especial)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A Seleção do Cavalo de Equoterapia

A escolha correta do cavalo de Equoterapia é fator determinante para o sucesso do Método e bom desenvolvimento das atividades terapêuticas, tendo em vista a relevância do seu papel na Equoterapia.
O plantel de um centro de Equoterapia deve ser diversificado, sendo que os animais devem apresentar um índice torácico variado além de diferentes angulações de quartela, altura e pelagem diversa. A questão fundamental refere-se ao fato de não haver uma raça ideal para a realização da Equoterapia.
A ANDE-BRASIL descreve o cavalo ideal para as atividades equoterápicas sendo como aquele de movimento rítmico, preciso e tridimensional, permitindo a todo instante entradas sensoriais em forma de propriocepção profunda, estimulações vestibular, olfativa, visual e auditiva .
No entanto, para o desenvolvimento harmônico dos movimentos e perfeita interação com o praticante, existem outras características pertinentes a serem observadas, sendo estas os aspectos morfológicos, o andamento, o temperamento e o treinamento (MATT). A análise do MATT deve seguir critérios técnicos que objetivam a qualidade do movimento e da índole.
Quanto à morfologia, o cavalo deverá ser analisado pelos aprumos, tamanho do dorso, perímetro torácico, garupa e garrote.
Entende-se por aprumos a exata direção que têm os membros, com relação ao solo, de modo que o peso corporal do cavalo seja regularmente distribuído sobre cada um daqueles membros, como posição das patas e o arqueamento dos joelhos.Os aprumos regulares permitem o correto desenvolvimento locomotor e o equilíbrio perfeito.
As características dos aprumos anteriores regulares são:
Visto de perfil; deverá partir da articulação escápulo-umeral, na sua porção mais anterior e descer paralelamente ao membro, tocando o solo a cerca de 10 cm à frente da pinça do casco(d-b). Tirada do centro de sustentação da espádua sobre os membros anteriores, passar pelo meio do braço e tocar o solo pelo meio do casco como se o dividisse lateralmente em dois(c-d).

Visto de frente; uma vertical baixada da ponta da espádua ao solo deve dividir teoricamente o joelho, a canela, a quartela e o casco em partes iguais (h)
Os aprumos posteriores devem possuir as seguintes características:
Visto de perfil; baixada da ponta da nádega, tangenciando o jarrete, tocar o solo atrás dos talões (i-j). Baixada da soldra, toca o solo a cerca de 10 cm adiante do casco (m-o). A linha baixada da articulação coxo-femural deve passar pelo centro da perna e toca o solo, dividindo o casco pelo meio(k-l).
Visto de trás; baixada da ponta da nádega ao solo e dividir, a partir do jarrete, as regiões ao meio, ficando entre os cascos uma distância igual à largura destes (p).


Quando os membros são irregularmente aprumados, os pés sofrem ruína prematura e, prejudicam os andamentos e diminuem a resistência do animal.

O equilíbrio do cavalo é verificado sempre que uma vertical baixada de seu centro de gravidade cai dentro da base de sustentação, espaço este limitado pelas linhas que ligam as extremidades inferiores dos membros.

O cavalo deve possuir um dorso mediano, de aproximadamente 1,55m de altura, facilitando assim o acesso do terapeuta e transmitem maior segurança aos pacientes quando estes são mantidos à mesma altura dos profissionais que os acompanham.

O perímetro torácico deve contribuir para o posicionamento correto do praticante e não tornar-se impeditivo aos que possuem abdução de pernas prejudicada.

A garupa deve ser de proporção intermediária: não muito horizontal nem muito vertical, situada no mínimo na linha do garrote ou preferencialmente abaixo desta, a fim de proporcionar o engajamento ideal dos posteriores e o transpistar ao passo.

O garrote deve ser saliente (sem excesso), espesso, longo (até meio do dorso) , favorecendo o movimento da coluna, e oferecendo maior segurança ao praticante quando houver desequilíbrio para frente.

O cavalo de Equoterapia deve ainda apresentar as três formas de locomoção naturais do cavalo, ou seja, um passo que deve ser diagonal, a quatro tempos, mantendo um equilíbrio bastante estável para o paciente; o trote saltado, diagonal, a dois tempos e simétrico; o galope saltado, assimétrico, diagonal, a três tempos, ambos amplos e bem diferenciados

O ideal é que o animal consiga movimentar-se de forma harmônica e eficiente, podendo distribuir o fluxo de energia (peso) de sua carga (praticante), de maneira equilibrada de forma que possa manter a vibração da energia do corpo sem oscilações ou desvios.

A personalidade do cavalo é resultante da hereditariedade, da idade, do manejo, do equilíbrio genital e endócrino de vários outros fatores inerentes a sua fisiologia

Assim é importante a identificação das reações psíquicas do cavalo frente aos estímulos do ambiente que o cerca, traduzindo sua sensibilidade e excitabilidade.

O cavalo deve aceitar a utilização de materiais pedagógicos e brinquedos de modo que não se assuste com a utilização dos mesmos e nem com gritos e reações inesperadas dos praticantes e ser tolerante quanto a rampas, cadeira de rodas, muletas e outros equipamentos utilizados por pessoas portadoras de limitações físicas. Neste sentido devem-se descartar os animais com menos de seis anos de idade, os machos não castrados e as fêmeas com cria ao pé devido à ansiedade e desconcentração freqüentemente observadas em suas atitudes.

Quanto ao treinamento, estes devem estar aptos a condução do solo aceitando o terapeuta e os auxiliares laterais, aos exercícios de volteio e flexionamentos, ao comando de voz no trabalho de guia e ainda aceitar as ajudas básicas do adestramento clássico.

Para uma análise completa , formulamos o quadro-guia abaixo contento as características gerais necessárias ao cavalo ideal para a prática da Equoterapia ;




Para dowload das tabelas solicite o link por email : equitacaoespecial@gmail.com
por Eduardo Colamarino
(Equitação Especial)