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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

The Flying Change : A Mudança de Pé no Ar

Os cavalos que tem um bom galope, com ação e mobilidade, já demonstram quando jovens, a facilidade para a mudança de pé. Naturalmente eles aprenderão com mais rapidez este exercício, ao contrario de outros cavalos que tem pouca qualidade nesta andadura e poderão ter problemas e vícios ao executar esse movimento.A execução correta;A mudança de pé correta, executada no Adestramento Clássico, é feita no galope reunido. Ela tem estreita ligação com o tempo de suspensão que se segue a cada lance de galope, portanto quanto "menos tempo de suspensão" o cavalo apresentar no galope, com menos qualidade ele fará a mudança de pé. As mudanças de pé podem ser executadas isoladas ou em séries . quer dizer 4,3 e 2 tempos e ao tempo (a cada galão). Somente nas provas de "Adestramento de nível Médio" é que são solicitadas as "mudanças de pé" isoladas, e conforme as exigências vão evoluindo, como na série Forte onde as mudanças são pedidas a 4, 3, e 2 tempos. As "mudanças de pé" ao tempo ( a cada galão) fazem parte da série Especial. Nas mudanças isoladas ou nas séries, o cavalo deve se conservar "leve, calmo, reto e com impulsão constante". A "cadência e o equilíbrio" não se modificam ao longo de todo movimento. O grau de reunião nas "séries" poderá ser um pouco menor que o normalmente pedido, a fim de evitar um encurtamento dos lances e uma perda da leveza e fluência.As ajudas ; A ajuda, o comando para executar a mudança, é solicitada no momento em que os "três membros estão no chão" e o "anterior interno inicia o movimento da passada do galope" (no terceiro tempo). O cavalo muda neste momento a batida dos seus posteriores e anteriores. A mudança é calma mas ao mesmo tempo enérgica, ganhando amplitude e mantendo a retidão do cavalo. A garupa e as espáduas não se deslocam de um lado para outro. A mudança não é rasa, curta, sem energia, interrompendo assim a cadência e a fluência do galope. Quando o cavalo tensiona a garupa (garupa alta) e faz a mudança mais para cima do que para frente, é sinal de que falta mais descontração e impulsão. Um momento antes de pedir a mudança de pé, o cavaleiro executa uma meia-parada (chamada de atenção), dá uma ligeira indicação, uma leve encurvatura com a rédea interna para o lado em que vai mudar o galope, mantendo porém a retidão. Esta leve encurvatura não deve ser confundida com rédeas tensas ou curtas. Tomamos por exemplo a mudança de pé da "direta para a esquerda" O cavaleiro prepara a mudança ativando o pé interno do cavalo (o pé direito). No momento exato descrito acima, ele pede a "mudança de pé" para a esquerda com a sua perna direita que se desloca mais atrás da barrigueira ( a ação de perna e assento se dá ao mesmo tempo). A perna interna do cavaleiro, durante o momento da mudança, mantém um leve contato e sustentação para que o cavalo não desequilibre para a esquerda. A rédea externa ( agora a direita), mantém contato para que as espáduas não desequilibrem. No momento em que o cavalo executa a "mudança de pé", a mão interna, que deu uma leve indicação, fica mais suave para que ele possa fazer a mudança com as espáduas livres e descontraídas. As pernas e a bacia é que dão o comando para as mudanças. A bacia interna empurra e avança para a mão da mudança e as mãos leves deixam o cavalo executar o movimento com liberdade. A ação das pernas e assento se dão ao mesmo tempo, mas sem interferir no posicionamento correto da parte superior do corpo. Defeitos ; Se o cavalo muda os seus anteriores mas não os posteriores (galope cruzado), ou atrasa o posterior interno, é resultado da falta de impulsão e força dos posteriores, ou também de indefinição das ajudas. Os cavalos que jogam muito a garupa devem fazer as mudanças ao longo da parede do picadeiro, evitando assim que ele se entorte. Do galope falso para o galope justo). Se o cavalo tende à aumentar demais o galope antes da mudança, a transição galope, passo, galope, ajuda na correção para que ele continue no galope calmo e ritmado. "Tensão, ansiedade, ajudas bruscas e medo devem ser evitados". Muitas vezes o próprio cavaleiro tende à ficar tenso na sua musculatura, dando ajudas muito fortes e indefinidas - é de vital importância a posição correta e definição clara. Se o cavaleiro se desloca da sela jogando o seu peso sobre os anteriores do cavalo, ou se não está bem centrado, irá atrapalhá-lo muito neste exercício. As mãos não podem ser brutas (pois é onde o cavalo apoia a sua boca), nem altas demais ou afastadas demais. O cavaleiro que não tiver experiência, uma posição correta e não souber em que momento o cavalo está usando os seus membros como noção de ritmo, não terá condições de fazer uma mudança de pé corretamente. É incorreto e ineficiente um cavaleiro jogar, deslocar o seu corpo para um lado e para o outro, saindo da sela ou "quebrando" a cintura. Pernas soltas e sem controle não poderão ser eficientes. Alguns métodos de treino ; O cavaleiro pode iniciar a mudança de pé, quando o cavalo já domina bem o "galope reunido", com equilibrio, cadência, engajamento e atendendo bem às partidas, às transições, ao contragalope e aos altos. Com algumas exceções e com muito cuidado, a "mudança de pé" isolada pode ser feita com cavalos ainda no nível principiante, mas somente para os cavalos que tenham mais facilidade e talento para as mesmas ou quando as executam sem nenhuma resistência. É aconselhável pedir a "mudança de pé" primeiro da "direita para a esquerda". Também é lógico pedir a mudança do lado ruim para o lado melhor (se o cavalo apresentar diferenças entre os lados). Um bom método é treinar a mudança sempre no mesmo ponto do picadeiro, para que o cavalo assimile - porém se ele começa à se adiantar às ajudas, e quer mudar antes, então seria melhor variar de lugar. Não se pede muitas mudanças de uma vez para um cavalo ainda não confirmado. O ideal seria fazer esta figura de picadeiro quase no final do trabalho, quando o cavalo já está bem flexível e descontraído (mas cuidando para não pedir a mudança quando ele já está muito cansado e sem forças nas costas). Logo em seguida à mudança (mesmo que ela não tenha sido perfeitamente correta) voltar para a andadura do passo ou trote, agradando o animal, principalmente se ele for um cavalo nervoso. Ele deve aprender as mudanças de pé, sem traumas e sem o uso excessivo de esporas ou chicote. Como preparação, pode- se também fazer uma meia volta no galope justo, e retornando à parede do picadeiro pedir a "mudança de pé". Se o contragalope do cavalo for bom, muda-se do galope falso para o galope justo (sem que a garupa se desloque demais antes da mudança ). Os métodos são naturalmente variáveis, e cada cavalo reage diferentemente, por isso é importante experimentar vários exercícios, até achar qual é a melhor preparação. Cuidar para que o cavalo faça a mudança o quanto antes em "linha reta e para frente". Defeitos e correções; O erro mais comum é o cavalo atrasar o posterior interno na mudança, (um ou dois galões), ocasionado pela falta de reunião, impulsão ou fraqueza de posterior. Outros defeitos são: Perder a impulsão, galopar muito curto e tenso, manter a garupa contraída e alta, e se deslocar lateralmente. Pesar demais sobre a mão do cavaleiro (encapotar), deslocando seu equilíbrio sobre os anteriores, perdendo assim a reunião dos posteriores e a auto sustentação. As rédeas auxiliares (rédea alemã, etc.), são usadas com muito cuidado quando se pratica a mudança de pé. Somente quando o cavalo realmente não mantém o pescoço em posição correta e eleva demais a nuca é que se pode fazer uso dela, porém com muita parcimônia e leveza. A rédea alemã, por exemplo, não tem a função de fazer abaixar o pescoço e a nuca, mas somente impedir que o cavalo levante demais a cabeça à partir de um certo ponto. Se o uso da rédea for em um contato constante, o cavalo pode reagir embutindo o seu pescoço, colocando o nariz atrás da vertical, fugindo assim da mão do cavaleiro. Por isso é muito importante que o cavalo consiga fazer um "galope reunido redondo, ativo, sem tensão de dorso e garupa", pois no momento em que surgirem estas reações a mudança de pé não estará sendo feita corretamente.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

As Zonas Quentes do Cavalo de Dressage

Os muitos precisos movimentos de dressage só podem ser executados corretamente por um cavalo completamente "supple". O equilíbrio de um cavalo de dressage tem de ser mantido e ser capaz de absorver variações de ritmo e de comprimento de passada nos movimentos para a frente, para trás, laterais e de suspensão, sem alteração da postura.Para que o cavalo consiga trabalhar nesta postura correta, uma cadeia de músculos interligados com tendões, ossos e ligamentos atuam de modo a permitirem que os músculos da "linha de cima" se alonguem enquanto os da linha do abdômen se contraem. Em resposta à ação destes músculos, a cabeça baixa e os posteriores são metidos debaixo da massa permitindo que o cavalo "suba" e transporte o cavaleiro com a elasticidade necessária à efetivação de movimentos bastante complexos. Cada movimento envolve vários músculos ou grupos musculares o que explica a razão pela qual um problema ou espasmo muscular numa determinada área tem por vezes um efeito devastador noutras zonas do corpo do animal. Se, por exemplo, o músculo longíssimos dorsi (que passa sobre a linha de cima do cavalo) está desconfortável o cavalo pode não conseguir "meter as pernas" em certos exercícios. Do mesmo modo, se houver dor nos músculos peitorais, os movimentos de extensão são prejudicados.As áreas que, na nossa experiência, são mais afetadas no cavalo de dressage são as que se encontram demarcadas a negro no diagrama que acompanha este artigo. A saber :1) O pescoço - particularmente os músculos braquiocefálicos e trapézios, se este for forçado em flexão por métodos artificiais ou for obrigado a manter a extensão por períodos prolongados.2) A região dorso-lombar em casos de selas que não sirvam bem, o uso excessivo do “assiete" pelo cavaleiro ou se existe uma deficiência de movimentos (dor referida).3) A articulação Sacro-Ilíaca.4) Os músculos glúteos dos posteriores.5) A zona anterior e posterior da perna, e os curvilhões.Como em todas as modalidades eqüestres é muito importante o notar de qualquer alteração no movimento do cavalo para que a origem do problema seja determinada antes de se tornar mais grave. Do mesmo modo deve-se tentar avaliar qualquer diferença de reações nas ações de limpeza diária, ao mesmo tempo que se "sentem" os músculos relativamente à tensão, zonas mais quentes ou com acumulação de fluido.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

FEI - Rules for Dressage


Article 411 LEG-YIELDING
1. The aim of leg yielding: To demonstrate the suppleness and lateral responsiveness of the horse.
2. Leg-yielding is performed in working trot in FEI competitions. The horse is almost straight, except for a slight flexion at the poll away from the direction in which it moves, so that the athlete is just able to see the eyebrow and nostril on the inside. The inside legs pass and cross in front of the outside legs.
Leg-yielding should be included in the training of the horse before it is ready for collected work. Later on, together with the more advanced shoulder-in movement, it is the best means of making a horse supple, loose and unconstrained for the benefit of the freedom, elasticity and regularity of its paces and the harmony, lightness and ease of its movements. Leg yielding can be performed “on the diagonal” in which case the horse should be as nearly as possible parallel to the long sides of the arena, although the forehand should be slightly in advance of the hindquarters. It can also be performed “along the wall” in which case the horse should be at an angle of about 35 degrees to the direction in which he is moving.

Article 412 LATERAL MOVEMENTS
1. The main aim of lateral movements – except leg-yielding - is to develop and increase the engagement of the hindquarters and thereby also the collection.
2. In all lateral movements - shoulder-in, travers, renvers, and half-pass, the horse is slightly bent and moves on different tracks.
3. The bend or flexion must never be exaggerated so that it does not impair the rhythm, the balance and fluency of the movement.
4. In the lateral movements, the pace should remain free and regular, maintaining a constant impulsion, yet it must be supple, cadenced and balanced. The impulsion is often lost because of the athlete’s preoccupation with bending the horse and pushing it sideways.
5. Shoulder-in. The shoulder-in is performed in collected trot. The horse is ridden with a slight but uniform bend around the inside leg of the athlete maintaining engagement and cadence and a constant angle of approx. 30 degrees. The horse’s inside foreleg passes and crosses in front of the outside foreleg; the inside hind leg steps forward under the horse’s body weight following the same track of the outside foreleg, with the lowering of the inside hip. The horse is bent away from the direction in which it is moving.
6. Travers. Travers can be performed in collected trot or collected canter. The horse is slightly bent round the inside leg of the athlete but with a greater degree of bend than in shoulder-in. A constant angle of approximately 35 degrees should be shown (from the front and from behind one sees four tracks). The forehand remains on the track and the quarters are moved inwards. The horse’s outside legs pass and cross in front of the inside legs. The horse is bent in the direction in which it is moving. To start the travers, the quarters must leave the track or, after a corner or circle, are not brought back onto the track. At the end of the travers, the quarters are brought back on the track (without any counter-flexion of the poll/neck) as one would finish a circle. Aims of travers: To show a fluent collected trot movement on a straight line and a correct bend. Front and hind legs are crossing, balance and cadence are maintained.
7. Renvers. Renvers is the inverse movement in relation to travers. The hindquarters remain on the track while the forehand is moved inward. To finish the renvers the forehand is aligned with the quarters on the track. Otherwise, he same principles and conditions that apply to the travers are applicable to the renvers. The horse is slightly bent around the inside leg of the athlete. The horse’s outside legs pass and cross in front of the inside legs. The horse is bent in the direction in which it is moving. Aims of renvers: To show a fluent collected trot movement on a straight line with a greater degree of bend than in shoulder-in. Fore and hind legs cross, balance and cadence are maintained.
8. Half pass. Half-pass is a variation of travers, executed on a diagonal line instead of along the wall. It can be performed in collected trot (and in passage in a freestyle) or collected canter. The horse should be slightly bent around the inside leg of the athlete and in the direction in which it is moving. The horse should maintain the same cadence and balance throughout the whole movement. In order to give more freedom and mobility to the shoulders, it is of great importance that the impulsion be maintained, especially the engagement of the inside hind leg. The horse’s body is nearly parallel to the long side of the arena with the forehand slightly in advance of the hindquarters.
In the trot, the outside legs pass and cross in front of the inside legs. In the canter, the movement is performed in a series of forward/sideways strides. Aims of half-pass in trot: To show a fluent collected trot movement on a diagonal line with a greater degree of bend than in shoulder-in. Fore and hind legs cross, balance and cadence are maintained. Aims of the half-pass in canter: To both demonstrate and develop the collection and suppleness of the canter by moving fluently forwards and sideways without any loss of rhythm, balance or softness and submission to the bend.
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CLÁUSULA 411 - CESSÃO A PERNA
1. O objetivo da cessão a perna é demonstrar a flexibilidade e a sensibilidade lateral do cavalo.
2. A cessão a perna é executada no trote de trabalho em competições da FEI. O cavalo está quase ereto, exceto por uma pequena flexão na nuca na direção oposta em que está se movimentando, de maneira que o cavaleiro possa enxergar a sobrancelha e a narina do lado de dentro. As pernas de dentro passam e cruzam em frente das pernas de fora.

A cessão a perna deve ser introduzida no treinamento do cavalo antes que esteja pronto para o trabalho reunido. Mais tarde, juntamente com o movimento mais avançado de espádua dentro, é a melhor maneira de tornar o cavalo flexível, solto e descontraído em benefício da liberdade, elasticidade e regularidade de suas andaduras e da harmonia, leveza e facilidade de seus movimentos. A cessão a perna pode ser executada “na diagonal”; neste caso, o cavalo deve estar o mais paralelo possível aos lados maiores do picadeiro, embora a antemão deva estar um pouco adiante dos posteriores. Também pode ser executada “na parede”; neste caso, o cavalo deverá estar em um ângulo de aproximadamente 35 graus na direção em que está se movimentando.

CLÁUSULA 412 - MOVIMENTOS LATERAIS
1. O maior objetivo dos movimentos laterais – com exceção da cessão a perna – é desenvolver e aumentar o engajamento dos posteriores e assim também a condição de estar “na mão”.
2. Em todos os movimentos laterais – espádua para dentro, travers, renvers e apoio, o cavalo está ligeiramente inclinado e se movimenta em linhas diferentes.
3. A inclinação ou a flexão nunca devem ser exageradas para que nãoimpeçam o ritmo, o equilíbrio e a fluência do movimento.
4. Nos movimentos laterais, a andadura deverá permanecer livre e regular, mantendo uma impulsão constante, mas ao mesmo tempo deve ser flexível, cadenciada e equilibrada. A mpulsão muitas vezes se perde por causa da preocupação do cavaleiro em curvar o cavalo e empurrá-lo de lado.
5. Espádua para dentro. A espádua para dentro é executada num trote reunido. O cavalo é conduzido com um ligeiro encurvamento em torno da perna de dentro do cavaleiro, mantendo o engajamento e a cadência em um ângulo de aproximadamente 30 graus. O anterior de dentro passa e cruza em frente do posterior de fora; o posterior de dentro avança para frente e debaixo do peso corporal do cavalo seguindo a mesma linha do antemão de fora, baixando a garupa interna. O cavalo se curva na direção oposta da direção em que está se movimentando.
6. Travers. O travers pode ser executado em um trote reunido ou em galope reunido. O cavalo fica ligeiramente curvado em direção da perna de dentro do cavaleiro, porém com um grau mais acentuado do que no exercício de espádua para dentro. Um ângulo constante de aproximadamente 35 graus deve ser apresentado (de frente e de trás, são quatro pistas). A antemão continua na trilha e a garupa é conduzida para dentro. As pernas de fora do cavalo passam e cruzam na frente das pernas de dentro. O cavalo se curva na direção em que está se movimentando. Para iniciar o travers, a garupa deve deixar a pista ou, após um canto ou um círculo, não voltar à pista. Ao final do travers os posteriores voltam à pista (sem a contraflexão da nuca/pescoço) como se terminassem um círculo. Objetivo do travers: mostrar um movimento de trote reunido em uma linha reta e em uma curvatura correta. Anteriores e posteriores se cruzam, e o equilíbrio e a cadência são mantidas.
7. Renvers. Renvers é o movimento inverso em relação ao travers. Os posteriores continuam na pista enquanto a antemão é movida para dentro. Para terminar o renvers, a antemão fica alinhada com os posteriores na pista. De resto, os mesmos princípios e condições que se aplicam ao travers também
se aplicam ao renvers. O cavalo se curva ligeiramente em torno da perna interna do atleta. As pernas de fora do cavalo passam e cruzam em frente das pernas de dentro. O cavalo se curva na direção em que se movimenta. Objetivo do renvers: mostrar um movimento de trote reunido fluente numa linha reta com um grau de curvatura maior do que uma espádua para dentro. Anteriores e posteriores se cruzam, e equilíbrio e cadência são mantidos.
8. Apoio. O apoio é uma variação do travers, sendo executado em linha diagonal em vez da parede. Pode ser executado em trote reunido (e em passage e estilo livre) ou no galope reunido. O cavalo deverá estar ligeiramente inclinado em torno da perna de dentro do cavaleiro e na mesma direção em que está se movendo. O cavalo deverá manter a mesma cadência e equilíbrio durante todo o movimento. Para dar mais liberdade e mobilidade às espáduas, é da máxima importância que a impulsão seja mantida, especialmente o engajamento do posterior interno. O corpo do cavalo está praticamente paralelo ao lado maior do picadeiro, com a antemão ligeiramente na frente da garupa. No trote, as pernas de fora passam e cruzam na frente das pernas internas. No galope, o movimento é executado numa série de lances para frente e para o lado. Objetivo do apoio no trote: mostrar um movimento de trote reunido fluente numa linha diagonal com um grau maior de curvatura do que uma espádua para dentro. Anteriores e posteriores se cruzam, e o equilíbrio e a cadência se mantêm. Objetivo do apoio no galope: mostrar e desenvolver a reunião e a flexibilidade do galope por meio de movimentos fluentes para frente e para o lado, sem a perda de ritmo, equilíbrio ou leveza e submissão ao encurvamento .

Half Pass : Apoiar

O "Apoio" é também um movimento lateral do cavalo, em duas pistas, para frente e para o lado como no exercício de "travers", agora não mais na parede mas pelas linhas das diagonais (pequenas ou grandes) ou partindo da linha do meio do picadeiro para a parede.
Posicionamento
O cavalo ligeiramente encurvado em torno da perna interna do cavaleiro, conserva-se paralelo aos lados maiores do picadeiro, com as espáduas sempre a frente dos posteriores. O cavalo está encurvado para o lado em que marcha e olha na direção do movimento. Os membros se cruzam: os de fora passam à frente das de dentro, mantendo sempre a mesma cadência, equilíbrio e fluência. A impulsão é constante, particularmente pelo engajamento do posterior interno, consequentemente existe uma maior liberdade e mobilidade de espáduas, as quais trabalham então descontraídas e elásticas. Os "apoios" podem ser feitos em pequenas diagonais, grandes diagonais, como também em "apoio e contra apoio" (para um lado, em seguida para outro), ou em zigue-zague (vários "apoios" em seguida). "Apoio e contra apoio" são pedidos em provas de nível superior. Se bem que neste movimento o cavalo tem menos encurvatura do que no exercício de "travers", este deve ser condizente com o ângulo da diagonal pedida ( linhas mais longas ou linhas mais fechadas). Quanto mais fechados os apoios mais o cavalo deverá cruzar os membros, porém sem perder o movimento para frente, por isso o grau de adiantamento do cavalo deve ser mais elevado. Normalmente inicia-se este exercício (exigido em provas de Adestramento de nível Médio), em pequenas diagonais. Seguindo a evolução, no estágio mais avançado são feitos dois "apoios" seguidos de um lado e para o outro em pequenas diagonais. Só nas provas de Adestramento de nível superior ( Intermediária 1, Intermediária 2 e Grande Prêmio), é que são pedidos "apoios" com ângulos mais fechados como também o "zigue-zague" pela linha do meio com o número de passadas ou metragem exatas.
A correção da figura e seu objetivo de ginástica
O objetivo deste exercício é o mesmo que o do "travers e renvers", (engajamento, encurvatura e elasticidade, submissão às ajudas , descontração de pescoço, nuca e ganachas, manutenção da impulsão com o uso da força dos posteriores), com a vantagem de poder controlar melhor a submissão e descontração em ambos os lados. A colocação, encurvatura, fluência e leveza são constantes e o cruzamento dos membros devem ser equivalentes e executados igualmente ambos lados .
As ajudas
As ajudas são equivalentes como no "travers"- a encurvatura do cavalo pela perna interna do cavaleiro mantém a impulsão, é pedida uma leve encurvatura pela rédea interna, que mantém um contato suave e descontraído. A rédea externa limita o quanto o cavalo deve se encurvar e mantém também o equilíbrio das espáduas. É importante que o cavalo esteja encostado igualmente nos dois lados da embocadura. O uso da perna externa pede o deslocamento lateral do corpo do cavalo e o assento do cavaleiro deve estar mais sobrecarregado no lado interno da bacia. A diferença entre o "travers e apoio", é que o primeiro é executado na parede e o segundo pode começar da parede para o centro do picadeiro, ou do centro do picadeiro para a parede. Erros são cometidos quando a perna externa do cavaleiro age com muita força ocasionando a antecipação da garupa (garupa mais à frente que as espáduas), ou ao contrário, a garupa não acompanha o movimento das espáduas. Outros defeitos são, perda da encurvatura ou membros que só cruzam lateralmente e não avançam. Quando o exercício for "apoio e contra apoio" (para um lado e para o outro) toma-se o cuidado para que a mudança de colocação não seja abrupta, pois o cavalo perderá o equilíbrio, a cadência e descontração. Este fica um instante reto antes de se encurvar para o novo lado. Na mudança de direção, a nova perna interna do cavaleiro segura de tal modo a garupa até que as espáduas se coloquem levemente à frente do movimento para seguir então em posição correta. Se o cavaleiro esquece desta ajuda e simplesmente muda rapidamente de uma perna externa para outra perna externa, o cavalo tende à jogar sua garupa de um lado para o outro, se desequilibrando, perdendo a regularidade e antecedendo as espáduas.
O treinamento
É muito importante que o cavalo já execute bem a "espádua à dentro" e o "travers" para iniciar este exercício. O "apoio" pode ser feito à partir do canto, ou de uma meia volta, como também dentro de um círculo grande, cuidando-se que o cavalo esteja encostado corretamente e por igual nas mãos, mantendo a encurvatura constante. O apoio à partir do canto será correto se o canto for realmente "bem" executado. Para cavalos ou cavaleiros iniciantes acontece comumente iniciar bem o "apoio", mas depois de 5 ou 6 passadas o cavalo perde a encurvatura e fluência como também a sua sustentação. Para corrigir este problema não se deve continuar o movimento e sim endireitar o cavalo buscando de novo a fluência, ou intercalar uma volta, preparando de novo a encurvatura da coluna e então reiniciar o exercício. Outro modo de correção para a perda de encurvatura é intercalar alguns passos de "espádua à dentro" durante o "apoio".
Erros e correções
Os defeitos nos "apoios" podem ser os mesmos do que no "travers e renvers". Se o erro não está na condução do cavaleiro e sim na dificuldade do cavalo, retoma-se o treino das figuras de "espádua à dentro, travers e renvers". É melhor dar um passo para trás no treinamento, sanando os defeitos, do que forçar um exercício mal feito que trará vícios futuros. Se os "posteriores ficam à frente das espáduas", o cavalo perde impulsão e normalmente os membros só cruzam e não avançam. Para correção, a perna interna do cavaleiro atua mais, as duas mãos trazem as espáduas adiante e com o uso constante do assento o cavalo desenvolve a impulsão, se posicionando corretamente, cruzando e avançando com fluência novamente. Se o pescoço do cavalo está demasiadamente "encurvado", (porém sem encurvatura nas costelas) e a garupa não acompanha o movimento, então a ajuda da perna externa do cavaleiro deve ter mais ação, pedindo mais atividade dos posteriores, mais encurvatura pela perna interna do cavaleiro e menos exagero na encurvatura de pescoço. Quando o cavalo tem dificuldade de se manter encurvado, é aconselhável como mencionado acima, intercalar durante alguns passos o exercício de "espádua à dentro" para retomar novamente o "apoio". Como em outros exercícios laterais, citados anteriormente, é aconselhável iniciar o ensinamento do "apoio" na andadura de passo para que o cavalo possa com calma assimilar as ajudas e manter a sua coordenação motora. Depois que este está confirmado ao passo, é que se começa o mesmo ao trote, mas em curtas distâncias, pois além de ser difícil para o cavalo manter este exercício por muito tempo, não permite que ele apresente defeitos e reações - finalmente quando confirmado ao trote pede-se este movimento ao galope, que exige mais engajamento e sustentação nos posteriores. Vários cavalos que foram iniciados precocemente no exercício de apoio ao galope, sem ter consistência nos exercícios preparatórios, apresentam esta figura com tensão, desequilíbrio, posteriores abertos, espáduas amarradas, e reação à embocadura. Na iniciação deste exercício é comum acontecerem defeitos como entortar o pescoço, entesourar, focinho para um lado e nuca para outro, deixando assim uma orelha mais baixa que outra. Como correção deve-se endireitar o cavalo novamente e pedir alguns passos para frente com impulsão, para que encoste na embocadura corretamente.
Como se distinguem os bons apoios
Colocação, encurvatura e cadência corretas, "mantidas" até o final do movimento. Trabalho de posteriores e anteriores equivalentes. Nítida impulsão vindo dos posteriores com sustentação e leveza dos anteriores. Amplo cruzamento dos membros, ação das espáduas, muitaelasticidade, leveza e atividade, vontade de andar para frente - engajamento dos posteriores e sustentação do posterior interno. A cadência da andadura, antes, durante e depois do apoio, deve ser a mesma. Os "apoios deficientes" se apresentam quando: a garupa se adianta, o cavalo perde o ângulo e fluência, os membros cruzam mas não avançam, há perda de encurvatura da coluna e do pescoço, como também da impulsão. O equilíbrio fica nitidamente sobre as espáduas (debruça), os posteriores não tem sustentação. As espáduas ficam amarradas e tensas - o encosto na embocadura é irregular e torto. As costelas não cedem em sua encurvatura - o pescoço tem exagerada colocação, ou peso demasiado sobre as espáduas. A cadência se torna irregular, não há atividade dos membros, ou a atividade de posteriores e anteriores não correspondem, as passadas ficam curtas e rasas, nítida perda de ritmo, de leveza e de sustentação.

http://www.horseworldbrasil.com.br/adestramento20073.htm

Travers e Renvers

Travers" ou Ladear de Cabeça ao Muro
O cavalo é ligeiramente encurvado em redor da perna interior do cavaleiro, Os membros do lado exterior cruzam os do lado interior, O cavalo olha na direcção do movimento, A cabeça ao muro executa-se ao longo do muro ou sobre a linha do meio. O travers pode ser executado em um trote reunido ou em galopereunido. O cavalo fica ligeiramente curvado em direção da perna de dentro docavaleiro, porém com um grau mais acentuado do que no exercício de espádua para dentro. Um ângulo constante de aproximadamente 35 grausdeve ser apresentado (de frente e de trás, são quatro pistas). A antemão continua na trilha e a garupa é conduzida para dentro. As pernas de fora do cavalo passam e cruzam na frente das pernas de dentro. O cavalo se curva na direção em que está se movimentando. Para iniciar o travers, a garupa deve deixar a pista ou, após um canto ou um círculo, não voltar à pista. Ao final do travers os posteriores voltam à pista (sem a contraflexão da nuca/pescoço) como se terminassem um círculo. Objetivo do travers: mostrar um movimento de trote reunido em uma linha reta e em uma curvatura correta.
Anteriores e posteriores se cruzam, e o equilíbrio e a cadência são mantidas.

"Renvers" ou Ladear de Garupa ao Muro
É o movimento inverso da cabeça ao muro, com a garupa seguindo o muro em vez da cabeça,quanto ao resto, todos os princípios e condições respeitantes à cabeça ao muro são válidas também para a garupa ao muro. Renvers é o movimento inverso em relação ao travers. Os posteriores continuam na pista enquanto a antemão é movida para dentro. Para terminar o renvers, a antemão fica alinhada com os posteriores na pista. de fora do cavalo passam e cruzam em frente das pernas de dentro. O cavalo se curva na direção em que se movimenta. Objetivo do renvers: mostrar um movimento de trote reunido fluente numa linha reta com um grau de curvatura maior do que uma espádua para dentro. Anteriores e posteriores se cruzam, e equilíbrio e cadência são mantidos.

Shoulder-In : Espádua a Dentro

Neste trabalho lateral (em seqüência ao "ceder à perna") o cavalo agora "encurva" sua coluna, avançando para frente e lateralmente. Sendo executada em andadura reunida (passo ou trote), deve-se manter sempre a cadência e a impulsão. Este exercício é feito somente quando o cavalo já se equilibra bem nas linhas retas, mantém com facilidade exercícios em círculos (grandes) e voltas (pequenas). Já executa o "ceder à perna" com um certo grau de reunião como também a sustentação nos posteriores. Se o cavalo ainda não domina estes itens, surgirão problemas como "desequilíbrio de espáduas" e "imperfeição na cadência". Posicionamento Esta lição deve ser feita após o trabalho de aquecimento e descontração, encurvatura e o "Ceder à perna". No início a “Espádua à dentro” é feita primeiramente ao passo para que o cavalo possa aprender com mais facilidade e entender as ajudas. O cavaleiro se concentra para que esteja sentado corretamente na linha da coluna do cavalo, seus ombros paralelos às espáduas e sua bacia paralela à bacia dele, permanecendo assim em equilíbrio conjunto, ativando mais o peso do seu assento no lado interno, mas cuidando para não torcer a cintura.
Execução e meta de ginástica
A “Espádua à dentro” é um exercício preparatório para as figuras de "Travers" ( cabeça ao muro), "Renvers" ( garupa ao muro) e "Apoios".
Função
Mais concentração de peso nos posteriores e sustentação dos mesmos, abaixamento das ancas e mobilidade dos curvilhões - aumento de engajamento e reunião. Sendo um exercício mais exigente, as ajudas são mais intensas, o cavalo se mantém mais facilmente na cadência na sua diagonalização e impulsão. Pela encurvatura de toda a coluna o cavalo trabalha corretamente nas duas mãos, melhorando assim sua retidão. Exercitando os posteriores, encurvando a coluna e ativando os anteriores, aumenta a liberdade e elasticidade das espáduas. O movimento lateral e para frente aumenta a obediência às pernas, facilita a descontração do cavalo e melhora seu equilíbrio. A iniciação para a “Espádua à dentro” pode ser feita com o exercício de "espádua à diante", que seria uma discreta “Espádua à dentro”, com menos ângulo de espáduas e menos encurvatura da coluna.
Ajudas
Antes de iniciar a “Espádua à dentro” dá-se uma meia parada, para chamada de atenção e organização de equilíbrio. A rédea interna, junto com a rédea externa, traz as espáduas para dentro do picadeiro (a rédea interna não deve jamais encurvar demais o pescoço e nem bloquear as espáduas). A rédea externa mantém as espáduas na sua posição de equilíbrio sem restringir a liberdade de movimentação. O peso do cavaleiro está mais sobrecarregado no lado interno da bacia e seus ombros permanecem paralelos às espáduas. A perna interna do cavaleiro, logo atrás da barrigueira, mantém a encurvatura (pelas costelas) e ativa o posterior interno, que se engaja e avança. A perna externa do cavaleiro, mais atrás da barrigueira, garante a manutenção da encurvatura externa e o posicionamento dos posteriores. No final da “Espádua à dentro”, endireitam-se as espáduas na parede usando a rédea externa e a perna interna.
O treinamento para a Espádua a dentro
Normalmente se executa a “Espádua à dentro” ao longo da parede, iniciada logo após o canto, de modo que o cavalo já está encurvado e preparado para o exercício, ou também como treinamento de flexibilidade, em círculos grandes. Se durante o exercício o cavalo perde a encurvatura, o ritmo e a impulsão, pede-se a retidão novamente, fazendo o encostar novamente nas duas rédeas, nas duas pernas, buscando a impulsão, retidão e contato correto.
Erros e correções
Um defeito comum é o desequilíbrio da espádua externa (o cavalo tende à voltar com a espádua para a parede, não sustentando o ângulo) causado pela ação demasiada da rédea interna.A aceitação e contato da rédea externa mantém o ângulo e equilíbrio. Outro erro é o cavalo entesourar a cabeça ( isto é, o focinho vai para um lado e a nuca pende para outro). Isto acontece quando o cavaleiro trava a rédea externa impedindo a encurvatura natural, ou quando não está corretamente encostado nos dois lados da embocadura. Então é necessário buscar novamente a retidão e impulsão. Não é correto o cavalo encurvar demais o pescoço e manter a sua coluna reta, sem flexionamento e sem ângulo de espáduas. Isto pode ser ocasionado por ação demasiada da rédea interna, pouca ação da perna interna ou rédea externa. Como correção, intercalar círculos e voltas para maior atenção às ajudas e flexibilidade de coluna. Outro problema é o cavalo ficar atrás da mão, não encostando corretamente, perdendo a cadência e fluência como também a impulsão. Corrigir então na linha reta o contato e impulsão. Quando o cavalo está aprendendo este exercício, ou quando ele está apresentando estes defeitos acima citados, deve-se fazer o mesmo em um pequeno trecho ( dez a quinze metros somente), pois é melhor buscar qualidade em um curto espaço, do que quantidade. Exercícios intercalados :Espádua à dentro, volta e espádua à dentro. Espádua à dentro na linha do meio. Espádua à dentro no círculo. A “Espádua à dentro” é feita ao passo e trote – pode também ser feita ao galope, porém com menos ângulo ( este exercício propicia um bom engajamento e reunião dos posteriores, além de melhorar a retidão da garupa na parede e durante a figura do alto). Se bem executada exibe um cavalo flexível, enquadrado, com reunião, equilíbrio, elasticidade de espáduas, com boa diagonalização e cadência.


http://www.horseworldbrasil.com.br/colunadressage20061.htm

Leg Yielding : Ceder a Perna

Este é o primeiro exercício, e o mais fácil, para ensinar o cavalo no trabalho em duas pistas, pois não exige encurvatura da coluna. Sua iniciação só deve ser feita quando o cavalo já domina bem o trabalho em círculos grandes, meias voltas, com equilíbrio e cadência se apoiando corretamente nos dois lados da embocadura, conseguindo se sustentar e colocar seu peso nos posteriores. Deve-se iniciar esta figura ao passo primeiramente, posteriormente ao trote elevado (de trabalho), para que o cavalo aprenda as ajudas e entenda o que lhe é solicitado, com calma e com tempo para assimilação. O "ceder à perna" é um exercício feito normalmente em diagonais ou meias diagonais - o cavalo se desloca para o "lado e para frente", sempre paralelo ao picadeiro, cruzando os membros sem se tocarem. Há uma bem leve flexão de pescoço para o lado oposto ao qual ele marcha. Posteriormente este exercício pode ser feito na parede ou no círculo. No "ceder à perna esquerda", o cavalo marcha para a "direita"; a perna esquerda do cavaleiro solicita o deslocamento lateral para a direita, a perna direita do cavaleiro mantém a impulsão, cuidando para que o cavalo não cruze demais os membros. A rédea esquerda pede uma leve flexão para a esquerda,enquanto que a rédea direita mantém o equilíbrio da espádua e regula a posição do pescoço. O apoio nas rédeas deve ser igual. O cavalo deve estar colocado na mão, pescoço redondo, sem tensões torções ou desequilíbrio no contato da embocadura. Suas espáduas ficam livres e elásticas sem a interferência demasiada da mão do cavaleiro. Este exercício propicia uma maior flexibilidade e atividade de espáduas (agora em movimento lateral), como a reunião dos posteriores, coordenação motora, melhorando também a cadência. O cavaleiro mantém os ombros paralelos às espáduas do cavalo assim como a sua bacia paralela à dele, o seu peso está colocado na direção do movimento e a ação de pernas mais determinantes do que a ação das mãos. As mãos só impedem o movimento para frente quando o cavalo não permanecer em duas pistas. O importante é o cavalo aprender o movimento lateral exigido pela ação da perna. Com o tempo ele conseguirá permanecer paralelo à parede, cruzando e avançando os membros sem dificuldade. Encontrando dificuldade, em qualquer ocasião, deve se diminuir as passadas (mais lentas), facilitando assim para o animal a compreensão e execução. (Se o ginete tem dificuldade em manter os anteriores na diagonal, pode-se traçar uma linha na areia, por exemplo do canto do picadeiro até a letra X , como um traço de apoio).Como praticar: Iniciar o exercício da seguinte maneira:No picadeiro, pista à mão direita (por exemplo), tomar a linha do meio fazendo uma meia volta - assim que o cavalo estiver paralelo à parede, iniciar o movimento do "ceder à perna direita", isto é ele se desloca para a esquerda, cruzando e avançando os membros até chegar novamente à parede. Naturalmente quanto mais fechado o ângulo, mais ele tem de cruzar seus anteriores e posteriores. Importante é o cavalo se movimentar livremente, lateralmente, permanecendo o corpo reto, paralelo à parede, com os anteriores levemente precedendo os posteriores. Outro bom exercício é fazer o "ceder à perna" pela diagonal, em seguida avançar em linha reta, e seguir novamente em "ceder à perna". A exigência é progressiva, pois no começo o cavalo só consegue aguentar algumas passadas neste movimento. Depois pode ser feito pela diagonal inteira quando o cavalo já consegue se manter por mais tempo sem perder a impulsão seu equilíbrio e descontração.Efeitos: Exercício de descontração, principalmente das espáduas, produzindo elasticidade e equilíbrio. O cavaleiro aprende a sentir como o cavalo movimenta as diferentes partes de seu corpo. Aprende também a sustar o movimento para frente, agora se deslocando para o lado em coordenação com a ação da perna do cavaleiro.Defeitos: O cavalo não mantém um bom contato na mão. Não mantém sua posição paralela à parede. Avança demais a garupa ou encurva demasiado o seu pescoço. Não mantém a constância do cruzamento dos membros. Cruza demasiado e não avança. Perde a fluência e impulsão. Corre para frente e se tensiona.

A Perna de Dentro e a Rédea de Fora

Segundo o General L’Hotte “Considerada duma maneira geral, a Equitação é a arte de reger os forças musculares do cavalo”. “Nós seremos senhores de dirigir essas forças musculares, a partir do momento em que soubermos ligar intimamente a impulsão à flexibilidade elástica das articulações”.Impulsão e flexibilidade que se combinam em proporções diferentes conforme a actividade a que o cavalo se destina. Assim, no cavalo de desporto, quer se trate de corridas, de concurso completo ou saltos de obstáculos, a impulsão, em graus diversos deve sobrepor-se à flexibilidade das articulações, enquanto a impulsão e a flexibilidade das articulações se equilibram exactamente no caso do cavalo de alta-escola. Os exercícios, os movimentos, enfim os meios que o Equitador tem ao seu dispor, para através dos três grandes princípios, calmo, para diante, direito, conseguir a submissão do seu cavalo, compreendem, já dissemos aqui no início deste trabalho, quase toda a Arte Equestre. Estudados em todos os tratados, muitos deles dando origem a obras de grande importância, assunto de muitas teses dos nossos Mestres, continuam a alimentar o entusiasmo e a tocar as sensibilidades deste mundo de fiéis apaixonados que são os homens de cavalos. Para esta Tese, escolhi dois aspectos que muito me têm "sensibilizado", que são base do meu trabalho, preocupação constante na preparação dos meus cavalos: A acção determinante da perna de dentro e da rédea de fora e a musculação e os exercícios de flexibilização.

O Trabalho no Circulo

Diz o General Décarpentry "que não existe outro processo para obter e desenvolver a flexibilidade lateral da linha de cima que comanda a sua flexibilidade no sentido vertical (longitudinal) a não ser o trabalho de encurvação sobre o círculo". - O princípio é fazer coincidir a projecção vertical da coluna vertebral com a linha a percorrer, trazendo as espáduas e empurrando a garupa para o interior do círculo, o Cavalo mantendo-se sempre flectido, de modo que a sua coluna vertebral constitua um arco, uma parte do círculo, mais ou menos encurvado conforme o tamanho desse mesmo círculo. Todos os cavalos são encurvados para um dos lados, o eixo da sua espinha dorsal não coincidindo com o plano vertical médio longitudinal do seu corpo. Só o meio desse eixo coincide com esse plano, as suas duas extremidades afastam-se mais ou menos e sempre para o mesmo lado. - Este é o tal "rebuçado" que todos os cavalos nos oferecem, mais gostoso ou mais amargo, que vamos "chupando" pela vida fora e quando deixamos de montar, ainda trazemos às voltas dentro da boca. - Mais difícil de corrigir no cavalo adulto, já com um esqueleto completamente formado, exige por isso mesmo uma atenção especial nos cavalos novos, trabalhando frequentemente a sua encurvação paro o lado oposto, provocando no sistema muscular uma dissimetria favorável à flexão para o lado difícil. Este trabalho dos másculos, compensando a dissimetria óssea, permitirá ao cavaleiro repor o seu cavalo relativamente direito.
As Ajudas
- A rédea de dentro, abrindo na direcção do joelho, mantém o cavalo sobre o círculo e dá-lhe a encurvação.
- A rédea de fora determina o tamanho do círculo e o grau de encurvação; actuando sobre o posterior de fora se necessário, ela vai ajudar a perna exterior do cavaleiro que actuando atrás da cilha impede que a garupa se escape para fora e ajuda a flectir o cavalo para o lado de dentro. - A Perna de dentro, actuando junto à cilha, por vezes mesmo à sua frente, além da acção impulsiva impondo o movimento para diante, determina a flexão do posterior de dentro, actuando de modo a que o cavalo se habitue a dobrar-se à sua volta e evitando que ele "caia" para dentro do círculo. - O corpo do cavalo em toda a sua extensão, como que se enrola à volta da perna de dentro do cavaleiro. - Ela desempenha neste trabalho um papel importantíssimo, muito mais importante que o papel da rédea de dentro, frequentemente utilizada por muitos cavaleiros para manter o cavalo no círculo, chegando a transformá-lo (rédea de abertura) em rédea contrária de oposição, "puxando para trás", encapotando os cavalos, não os deixando andar para diante. Daqui resultando por um lado um pescoço contraído, a nuca baixa, o desequilíbrio, a limitação ao movimento amplo das espáduas, a contracção, a precipitação; por outro lado uma oposição permanente à impulsão, obrigando as pernas a actuar exageradamente, contraindo, precipitando os andamentos. - O cavalo, habituado a enrolar-se em volta da perna de dentro do cavaleiro, o posterior de dentro flectido, a impulsão permanentemente garantida, acaba por ceder do lado interior, encostando-se à rédea e perna de fora que então poderão regular toda a sua massa. - Ele pode agora manter-se no círculo, encurvando-se em toda a sua extensão, impulsionado, o pescoço estendido, a nuca sendo o ponto mais alto, em equilíbrio, descontraído e cadenciado.

Algumas citações de um artigo da ‘Reiter Revue"
Museler, Reitlehre
"Todos os cavalos se descontraem mais depressa quando os encurvamos em vez de os mantermos direitos. O cavaleiro dá ao seu cavalo um "pli" para o interior actuando docemente com a rédea de dentro. Neste nível de ensino (trata-se de cavalos novos), não se deve resistir com a mão exterior, mas ceder para incitar o cavalo a ceder ele também, quer dizer, dar tensão às duas rédeas, procurando o contacto com a mão. O mais importante no decurso deste trabalho é não haver perda de impulsão. Num trote regular mas enérgico, controla-se a rigidez ou contracção do maxilar, das ganachas, do pescoço, do dorso e dos membros do cavalo. Ele descontrai-se cada vez mais até que esteja equilibrado e enquadrado pelas pernas, as mãos e o peso do cavaleiro."

Trabalho em bridão para cavalos novos (Autor desconhecido)
"O cavalo novo não tem ainda força para se manter sobre uma curva regular suportando mais peso com o lateral interno. Em consequência disso descai para o meio do círculo. Empregam-se primeiramente simples ajudas interiores até ter voltado à curva inicial. Em seguida a mão exterior resiste para impedir o cavalo de seguir sobre uma tangente. Quando o cavalo é capaz de suportar o seu peso sobre o círculo, faz-se executar uma sequência de espáduas a dentro, garupa a dentro muito, muito suaves, quase imperceptíveis. Assim atingir-se-á muito depressa o momento em que se pode conduzir o cavalo com a rédea exterior. Ele encosta-se do lado exterior, cedendo completamente do lado interior".

Stein Brecht, Gymnasium des Pferdes
"O cavalo tentará defender-se deixando de entrar com o posterior de dentro que deveria suportar mais peso. Portanto o cavaleiro deve zelar para que este se desloque para junto do exterior, avançando bem. É o princípio fundamental de todo o Ensino. Observando-o, respeitando-
o, chega-se a eliminar tudo o que pode impedir o aperfeiçoamento dos andamentos e a sujeição completa do cavalo. As resistências à entrada do pé interior serão vencidos sobre linhas curvas, empurrando o cavalo bem para diante".
Burkner, Ein Reiterleben
"O sistema de N. conclui que é preciso acabar por conseguir conduzir o cavalo para as duas mãos com a rédea exterior. Para isso ele fazia trabalhar os Cavalos sobre um círculo. Metia-os a galope fazendo-os ceder à rédea interior, procurando o contacto da rédea exterior por uma viva acção da perna interior. Em seguida mudava de mão. Naturalmente trabalhava mais tempo o lado mais difícil. Para verificar o sucesso do trabalho executava uma diagonal a trote médio, que devia ser enérgico e bem cadenciado, o cavalo mantendo um contacto igual com as duas rédeas do cavaleiro".
Sobre este assunto, o acordo das mãos e das pernas, já Montfaucon de Rogles (1717 - 1760) também escreveu: "Que as ancas se encontram sujeitas e como que comprimidas pelo efeito da rédea de fora e perna de dentro; este efeito, estimula-as a desviar-se e não podendo fazê-lo nem para um lado nem para o outro, obriga-as a "atirar-se" para diante sem que para isso haja necessidade de juntar-lhe a acção da perna oposta. Como a rédea de fora ao realizar o objectivo particular de que está encarregada produz ao mesmo tempo o efeito que poderia resultar da acção da perna de fora, é preciso suprimir a acção desta perna".

Preparação para a Espadua a dentro
Conseguido este quadro de ajudas, o cavalo a ceder do lado interior (acção da perna de dentro) para que se "encoste" em seguida à perna e à rédea exterior, esta rédea: - Determinando conjuntamente com a perna do mesmo lado, o grau de encurvação mantido pela rédea interior; - Adaptando o ante-mão o mais exactamente possível ao post-mão (pondo o cavalo direito), para que a força impulsiva se exerça na direcção da linha das espáduas; em o cavaleiro à sua disposição a solução simples para a preparação da espádua adentro e para a execução correcta de numerosos exercícios fundamentais para distender e descontrair o seu cavalo. Assim ;- Começar no círculo o trabalho de mobilização da garupa e espáduas ao mesmo tempo; - O cavalo sai do círculo "todo" por inteiro, por acção exclusiva da perna de dentro bem à frente, aumentando a sua acção; - A rédea de fora "resiste" ligeiramente, aumentando também a sua acção; - A rédea interior mantém-se de abertura, descontraindo e encurvando; - Este processo evita que o cavalo descaía mais com a garupa ou mais com as espáduas, o que poderá acontecer trabalhando uma e outra separadamente.
Em seguida, confirmada esta fase, pode o cavaleiro iniciar o seu cavalo a sair do círculo junto à parede: - A perna de dentro bem à frente "aumentando a sua acção" leva o cavalo junto à teia, garantindo a impulsão e facilitando a encurvação; - A rédea interior, (rédea de abertura) abrindo para o joelho traz as espáduas para dentro e impõe e mantém a encurvação; - A rédea de fora "recebe" e conduz, garantindo e controlando o desvio das espáduas para dentro, regula a encurvação do pescoço e se necessário ajuda a acção da perna de fora evitando que a garupa se escape e facilitando a encurvação. - Dar poucos passos e voltar ao círculo; - Repetir o exercício, exigindo no princípio poucos passos e pouca inclinação em relação à parede.
- Esta acção da perna de dentro sobre a rédea de fora garante uma execução harmoniosa, cavalo permanentemente impulsionado, bem encurvado, posterior de dentro bem metido, rim flexível, pescoço estendido, a nuca no ponto mais alto, andamentos elásticos e cadenciados, em equilíbrio e descontracção. - O cavalo está inteiramente diante do cavaleiro que o empurra para a frente com o seu peso e com as pernas; ele tem impressão de estar sentado justamente em cima dos posteriores e de seguir um caminho subindo.

A Preparação e Execução de Exercícios Fundamentais
A perna de dentro sobre a rédea de fora, funciona ainda como uma espécie de "pronto-socorro" tanto na execução como na preparação e correcção de muitos exercícios: - Nos treinos, recorrendo à espádua adentro, tanto na fase de preparação como na fase de correcção desses exercícios. - Nas provas, estando o cavalo bem confirmado neste trabalho, basta "metê-lo" no mesmo quadro de ajudas o que passa despercebido aos olhos do júri e é suficiente para garantir uma boa execução.
Alguns exemplos:
- Como preparação para o ladear (encurvando e metendo a perna de dentro) - Na preparação e execução das voltas (encurvação e equilíbrio) - Na passagem dos cantos (encurvação e equilíbrio) - Como correcção quando o cavalo se atravessa nas linhas direitas (galope para a direita, garupa a querer atravessar-se para a direita, lado do galope, quadro de ajudas de espádua direita adentro) - Nos encurtamentos e nas transições (para evitar que o cavalo saia da mão e levante a cabeça) - Como preparação para os alargamentos de trote (entrada do posterior de dentro - equilíbrio) - Na preparação para as saídas A galope (atitude e equilíbrio) - Como correcção quando um cavalo se atravessa nas passagens de mão (recebê-lo em espádua adentro) - No galope invertido (o equilíbrio, a atitude)

Martins Abrantes, Capitão, GNR, Portugal, 1981

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Descontração Direta e Indireta do Maxilar

“Somente a descontração da boca não basta, ela pode ser enganosa porque não conduz
necessariamente à leveza , é preciso que seja acompanhada da descontração de todo o cavalo"
“ Se o cavalo descontrai o lombo, isto tem como consequência infalível uma repercussão na boca.”
Nuno de Oliveira

Entende-se por reação como sendo a tendência ou ação do cavalo para desobedecer os comandos deseu cavaleiro. Esta reação pode apresentar vários graus de intensidade; desde uma simples contração muscular até a revolta franca e enfurecida.Observa-se que um dos mais claros sintomas de que algo não vai bem com o cavalo ,quando ele apresenta um endurecimento intermitente ou contínuo em suas ganachas, resultado de uma contração domaxilar ou queixo. Quando isso acontece no cavalo enfrenado, percebe-se que ele tenta morder nervosamente os bocados da embocadura, mantendo-a presa por momentos pelos colmilhos .A certeza de que o cavalo esta descontraído é assegurado pelo ato de mascar maciamente sua embocadura. Para fazer isso, ele tenta engolir a embocadura com o auxílio da língua. Esse movimento de bocado por vezes produz um som metálico, som esse facilmente percebido pelo cavaleiro quando usa freio e bridão.Entretanto é preciso não confundir esse mascar calmo da embocadura com o rilhar surdo e nervosodos dentes contra a embocadura. Esse estado demonstra nervosismo e reação.
O Processo Direto
São assim denominados quando se tenta obter a descontração do maxilar diretamente sobre a bocado cavalo, executados no trabalho de baixo ou montado.
1)Baucher 1ª. forma
Ações exercidas ao mesmo tempo sobre os maxilares em sentido inverso para provocar a abertura.Torção do freio na boca, uma rédea para frente e a outra para trás.A mobilização do pescoço é associada o mais cedo possível à mobilização do maxilar. O ramener é então obtido pelo retraimento da cabeça em direção ao corpo.
2)Baucher 2ª. forma
O Objetivo principal é a mobilização da boca e língua com imobilidade da cabeça. O ramener é entãoobtido pelo processo inverso, isto é, pela progressão do corpo na direção da cabeça realizado pouco a pouco no decorrer do adestramento em conjunto dos flexionamentos.Tanto na primeira como na segunda forma o que há de comum são as flexões executadas em estação, isto é, com o cavalo parado.
Observações
O posto na mão pode ficar desaprumado, com isso poderão aparecer resistências à mão.A imobilidade dos posteriores não é favorável à obtenção de leveza a atonia dos músculos atinge o maxilar. Quando se chega a produzir a descontração, ela pode cessar em movimento.Existem algumas embocaduras que facilitam a descontração em cavalos mais difíceis. São conhecidos: os freios com passador de língua, os freios bomba, os “Jouet” (brinquedos) presos aos bridões, que provocam a mobilização da língua. Essas embocaduras podem trazer inconvenientes ,como por exemplo a denominada língua de serpentina, que é provocada pela utilização indevida do “Jouet”. Pode produzir resultados satisfatórios com cavalos rebeldes, que encapotam ou que cerram os dentes com violência. Como regra geral, essas embocaduras podem ser utilizadas no período que antecede o Adestramento Acadêmico, devendo ter em mente o retorno as embocaduras normais.
O Processo Indireto
1)Emprego da espora
2)Emprego do chicote
3)Flexionamento de conjuntos especiais
1)Emprego da espora
O apoio simultâneo das 2 esporas na cilha, provoca a abertura da boca, que leva a descontração domaxilar.Inconvenientes:A abertura da boca pode não significar a descontração do maxilar, o afastamento dos maxilares é excessivo e o movimento da língua e fraco. Esse conjunto de movimentos é mais parecido com a mastigação do que propriamente com a deglutição. Não há suavidade na cessão. O valor desta descontração ,como testemunho da leveza é quase nulo por ser provocado pela ação dolorida das esporas na região da cilha O processo atenta contra a impulsão, porque deixa o cavalo duvidoso e por vezes rebelde em relação ao emprego das pernas.
2)Emprego do chicote
A ação do chicote sobre os rins do cavalo, no vértice da garupa provoca a abertura da boca e a
mobilização da língua. É um processo menos perigoso do que o emprego das esporas, porque não compromete a ação impulsiva das pernas.Pontos especiais de aplicação: a)Inserção dos rins com saída da garupa: Age diretamente sobre a boca do cavalo b)Toda a extensão do dorso: Pode provocar elevação do dorso e às vezes um arqueamento muito acentuado. c)Vértice da garupa: Pode provocar até o coice, havendo uma tendência maior para o engajamento. Essa atitude provocada pelo chicote é similar ao posto na mão regular, se diferencia apenas pela atitude de conjunto tomada pelo cavalo no momento que a descontração do maxilar se produz. Esses processos têm seu emprego eficaz quando o cavalo se apresenta: alto de frente, esmaga seu posterior ou cava o dorso.
3)Flexionamento de conjuntos especiais
O trabalho nas voltas, meias voltas e invertidas meias voltas, deixam o cavalo com aptidão, e é aumentada quando se produz o deslocamento lateral do cavalo no trabalho em duas pistas. A razão está no cruzamento dos posteriores que tem relação direta sobre os músculos do maxilar. A mobilização aumenta na medida que a mobilidade das ancas aumenta em relação as espáduas, tendo seu efeito máximo nas piruetas invertidas. Com o decorrer do adestramento o apoio se fixa e se regulariza, o cavalo se sustenta com mais facilidade e o equilíbrio é recomposto. É o processo mais eficaz na obtenção da descontração do maxilar.

A Relevância do Trabalho nos Círculos


"não existe outro processo para obter e desenvolver a flexibilidade lateral da linha de cima que comanda a sua flexibilidade no sentido vertical (longitudinal) a não ser o trabalho de encurvação sobre o círculo"
General Décarpentry
O princípio é fazer coincidir a projecção vertical da coluna vertebral com a linha a percorrer, trazendo as espáduas e empurrando a garupa para o interior do círculo, o Cavalo mantendo-se sempre flectido, de modo que a sua coluna vertebral constitua um arco, uma parte do círculo, mais ou menos encurvado conforme o tamanho desse mesmo círculo. A razão porque o círculo é um dos primeiros trabalho em escola, é porque traduz o cavalo nas flexões laterais, portanto é muito importante que o cavaleiro realmente tente encurvar ou flexionar o cavalo em torno da perna de dentro.O cavalo não pode acompanhar o rastro do círculo se ele não se flexiona. É fundamental que esse círculo seja realizado no centro do picadeiro tendo como tangentes as letras B e E. Muitos cavalos tentarão saltar ou pular a cerca do picadeiro quando eles alcançarem as letras tangentes B e E, contudo o professor tem que estar certo que o cavalo permaneça flexionado e apenas toque ou tangencie B e E. Quando o cavalo aprendeu a ficar flexionado dentro do círculo, o cavaleiro pode tentar trabalhar nos círculos próximos às letras A e C. A dificuldade é que, nos cantos o cavalo tende a ir para dentro, saindo da curva. Quando isto acontece o propósito do trabalho está perdido, porque o cavalo endireitou-se. Na reprise de adestramento significa uma baixa pontuação. Após uma certa prática trabalhando, não será muito difícil realizar um círculo de 20m de diâmetro. Quando o diâmetro é reduzido, a dificuldade aumentará porque o cavalo tem que se encurvar mais. Portanto, se em uma reprise de adestramento se pede um círculo de menor diâmetro e o cavaleiro executa com um diâmetro maior, sua pontuação será mais baixa porque o cavaleiro está evitando a dificuldade solicitada na reprise. A forma de ensinar ao cavalo o trabalho de círculos, é verificar se ele aprendeu a ceder pela pressão da rédea de fora junto com o pescoço, exigindo então que ele leve suas espáduas no caminho do círculo. Uma vibração com a rédea de dentro para baixo, então o cavaleiro verá o olho do cavalo causando uma flexão da cabeça, convidando o cavalo a olhar na direção na qual ele estará marchando. Avançando o joelho de dentro para baixo, causará mais pressão por parte do seu assento, e uma barriga da perna fechada juntamente atrás da cilha proporcionará uma criação maior da impulsão. É também uma grande ajuda se o cavaleiro torce suavemente sua coluna vertebral. Com essa indicação as espáduas e os quadris estarão na direção que se quer que o cavalo vá. Inicialmente a perna de fora tem um papel passivo, ela previne que as ancas saiam para fora; mas quando o diâmetro é reduzido para 15, 10, 8 e, finalmente, 6 metros, a perna de fora voltará a ser mais ativa, com o aumento da flexão.É essencial que a rédea de fora não puxe o cavalo para fora do arco de círculo, se aquela rédea é muito tensionada então o cavalo não poderá se encurvar. É também bastante importante que o cavaleiro não puxe com a rédea de dentro, isto poderá fazer com que o cavalo desloque as suas espáduas para fora. Quando se trabalha nos círculos, o cavaleiro nunca deve esquecer que o propósito é flexionar o cavalo lateralmente com a finalidade de mantê-lo descontraído, relaxado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Escala de Treinamento

A Escala de Treinamento é a sublimação de todas as habilidades que o cavalo deve desenvolver durante seu processo de treinamento e adestramento. Sua progressão ajuda o cavaleiro a regular o trabalho de seu cavalo, construindo uma base sólida, tanto no aprimoramento muscular e físico geral, quanto no âmbito psicológico. Cada degrau da Escala pressupõe o aperfeiçoamento do passo anterior, num trabalho dinâmico, que pode ser adaptado, de acordo com as necessidades de cada cavalo. Criada na Alemanha, a Escala de Treinamento segue uma lógica simples, que tem sido posta em prática por cavaleiros e treinadores de todo o mundo, com excelentes resultados. Serve tanto como guia para o desenvolvimento do cavalo jovem, quanto como instrumento de aprimoramento de cavalos nos mais altos níveis de competição. A regra mais importante para a utilização da Escala é: só passe para o nível seguinte quando tiver dominado bem o anterior. E naturalmente, regrida ao nível anterior se tiver problemas com seu cavalo. O passo-a-passo é de extrema importância, e os níveis estão interconectados. Por exemplo, um cavalo que não tem retidão não conseguirá desenvolver boa impulsão, ou é improvável que um cavalo tenso tenha ritmo.
RITMO / CADÊNCIA / REGULARIDADE
Estes três conceitos, embora ligeiramente diferentes, resumem-se a um só ponto: a qualidade dos andamentos naturais do cavalo. São resultado do relaxamento mental e físico, pois dele depende a movimentação solta, fluente, espontânea. No primeiro degrau da Escala, o cavalo deve ter andamentos bem marcados, ritmados, de acordo com as batidas que definem cada um deles: quatro batidas para o passo, duas para o trote, e três para o galope. Para compreender o ritmo, o cavaleiro deve conhecer profundamente a mecânica dos andamentos.
DESCONTRAÇÃO / FLEXIBILIDADE / FLUÊNCIA
O cavalo de trabalho é, antes de mais nada, um atleta. E como qualquer esportista, deve desenvolver sua flexibilidade. Para tanto, é necessário que esteja descontraído, e disso decorre a fluência dos movimentos. O resultado final são movimentos belos, sem tensão, objetivo final do adestramento. Há dois tipos de flexibilidade: longitudinal e lateral. A flexibilidade longitudinal se reflete na garupa, dorso, pescoço, nuca e maxilar, dando ao cavalo a habilidade de manter-se na mão, enquanto oscila entre movimentos mais alongados, que requerem um deslocamento de seu peso para frente, e movimentos reunidos. A flexibilidade lateral é percebida pelo grau de encurvatura que o cavalo consegue atingir, na execução de círculos e movimentos laterais, sem perder o ritmo. Quando o cavalo está descontraído, fica feliz, se move com facilidade, masca suavemente a embocadura e balança a cauda no ritmo do andamento.
CONTATO / CONEXÃO
O conceito de contato transcende a ação das rédeas. É a plena aceitação, pelo cavalo, das ajudas do cavaleiro. O contato se dá através das mãos, pernas e assento, e é considerado ideal quando o cavalo responde aos comandos, sem resistências, com plena aceitação da embocadura. O bom contato existe quando o dorso do cavalo está elevado, os posteriores engajados, a nuca alta, o maxilar relaxado, e a cabeça ligeiramente à frente da vertical. No contato ideal, o cavalo encontra seu equilíbrio, e aprende a deslocar seu centro de gravidade de acordo com a situação sem, por exemplo, apoiar-se na embocadura. Disto advém o conceito de conexão. Para que o contato seja ideal, o cavaleiro deve aprender a dosar as ajudas adequadamente. Ele nunca deve ocorrer da frente para trás, ou seja, puxando-se as rédeas, mas sim de trás para frente, quando o movimento gerado nos posteriores leva o cavalo ao contato nas rédeas.
IMPULSÃO
É o resultado direto da energia criada pelas ajudas do cavaleiro. O cavalo impulsionado mostra clara vontade de deslocar-se para frente, movimentando o dorso e engajando os posteriores, com fluidez e energia. A impulsão também engaja a mente do cavalo, focando sua atenção no cavaleiro. Para se obter a impulsão adequada é necessário, voltamos a repetir, dominar os estágios anteriores da Escala: o cavalo deve ter ritmo, descontração e contato ideal. O treinamento adequado faz com que o cavalo se impulsione sem que o cavaleiro precise empurrá-lo o tempo todo. O trabalho de impulsão deve começar ao passo, pois a boa qualidade e transpistamento nesse andamento traduz-se na melhoria dos demais. É necessário destacar que o andamento impulsionado não é “corrido”, e deve ser desenvolvido criteriosamente durante o treinamento.
RETIDÃO
Cavalos têm sempre um lado mais fácil que outro. Assim, tendem naturalmente a se entortar. Tal como os seres humanos são canhotos ou destros, o cavalo nasce com esta tendência impressa em seu cérebro. A retidão é, portanto, um trabalho do cavaleiro ou treinador. Significa manter os posteriores do cavalo seguindo a mesma linha dos anteriores, e seu corpo paralelo à direção do movimento. Para atingi-la, é necessário realizar um trabalho focado no desenvolvimento equilibrado de ambos os lados do cavalo – ginástica –, para neutralizar suas tendências naturais. A retidão é de suma importância no desenvolvimento do cavalo, pois permite que seu peso e o contato com as ajudas do cavaleiro sejam distribuídos igualmente para ambos os lados, que o cavalo empurre-se com os posteriores equilibradamente, e para atingir a reunião, uma vez que essa depende do deslocamento do centro de gravidade para trás. É necessário ressaltar que uma cavalo “reto” não está necessariamente com a cabeça e pescoço retos em relação ao corpo, mas sim com encurvaturas condizentes com o movimento a ser executado.
REUNIÃO
No topo da pirâmide jaz a síntese de todos os estágios anteriores, e o objetivo final do adestramento: a reunião. Esta envolve o “abaixamento” da garupa, levantamento – e leveza – da frente, passadas mais curtas e alçadas. Os posteriores passam a mover-se bem abaixo do corpo do cavalo, para sustentar o levantamento da frente. A conseqüência natural é uma mudança do centro de gravidade do cavalo, à qual ele deve responder com perfeito equilíbrio. É na reunião que a auto-sustentação do cavalo fica mais evidente e, através dela, todos os andamentos são aperfeiçoados. A reunião é preponderante na realização de movimentos de alto grau de dificuldade, como mudanças de pé ao galope e piruetas. Requer grande força muscular, daí a importância de desenvolver um trabalho escalonado com seu cavalo antes de tentar obtê-la.
Na Escala original, utiliza-se a palavra durchlässigkeit: o fluxo de energia e das ajudas do cavaleiro através do cavalo, da frente para trás e de trás para frente ou, em tradução direta, “permeabilidade”. Em outras palavras, o cavalo deve estar “permeável”, disponível a responder às ajudas com ritmo, descontração, contato, impulsão, retidão, e deve ser capaz de atingir a reunião, num movimento cíclico de energia, que influencia todo o trabalho. Assim, é a finalidade de todo o treinamento, e deve ser encarada como tal. Apesar de termos examinado a Escala de Treinamento com vistas ao Adestramento, ela pode – e deve – ser utilizada no treinamento de qualquer cavalo, para qualquer modalidade. Por privilegiar o trabalho analítico e progressivo, é a mais efetiva ferramenta disponível a cavaleiros e treinadores, para a formação e aperfeiçoamento do cavalo de esporte.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

As Palavras do Mestre Nuno de Oliveira

“Em todas as artes os artistas aprendem a técnica e todos os detalhes dessa técnica, produzindo então sua obra de arte."

Nuno de Oliveira foi sem dúvida um dos grandes mestres da equitação clássica a nível mundial. São inúmeros os cavaleiros que o recordam como um mestre que utilizava pouca palavras, evitando as longas palestras. Inspirava confiança – com comentários breves e extremamente objetivos, resolvia as dúvidas de qualquer aluno. Acreditava que a equitação era transmitida por sentimento e aplicação prática e que o cavaleiro interessado e sério aprendia muito e de uma forma muito mais profunda ao ganhar experiência prática sobre os seus cavalos, do que com longas palestras.As suas opiniões sobre sete temas podem ajudar profundamente qualquer cavaleiro interessado em qualquer disciplina de equitação e equoterapia . São na realidade a base de todo o trabalho. Nas suas palavras...
O Passo
Todos passamos demasiado tempo a trote. O passo é a base de todo o trabalho e é com o passo que nos devemos preocupar. Um bom passo reunido, lento, decidido e cheio de impulsão está na base de todos os andamentos reunidos. No passo de escola o peso do corpo do cavalo é empurrado energicamente para diante pelos membros posteriores ativados pelas ajudas das pernas e assento do cavaleiro.A cabeça e o pescoço do cavalo elevam-se com um suave relaxamento da boca quando cede à ação dos dedos do cavaleiro sobre as rédeas. Ao iniciar o trabalho a trote e a galope o cavaleiro perde o seu tempo se não tiver conseguido ainda obter um bom passo, com o cavalo ativo apesar de submisso e interessado. Não deve ter vergonha de passar horas a aperfeiçoar o passo do seu cavalo. Terá a retribuição nos outros andamentos.
Espádua a Dentro
Nunca se deve subestimar a importância deste exercício para obter flexibilidade. É o mais importante de todos os exercícios laterais e não é suficientemente utilizado. O cavaleiro não deve pedir a espádua-a-dentro só ao longo dos lados mais compridos do picadeiro; deve manter o cavalo feliz e interessado na espádua-a-dentro em círculo, nos topos do picadeiro, em meios círculos e ao longo da linha central. Da espádua-a-dentro para o ladear e de volta à espádua-a-dentro etc. Assim como a espádua-a-dentro em direção ao meio do picadeiro, deve-se praticar também a espádua-a-dentro, cabeça à teia.
A espádua-a-dentro é mais facilmente conseguida quando o peso do cavaleiro recai ligeiramente sobre o exterior e a perna exterior se encontra um pouco atrasada. Muitos cavaleiros são ensinados a colocar o peso sobre o interior do arreio mas em certos cavalos isto leva ao bloqueio do movimento lateral.Também acontece que muitos cavaleiros exigem demasiada encurvatura com a rédea interior, que se deve manter suave. Devem-se voltar as unhas da mão interna para cima e manter o contacto com a rédea suave. É a mão externa que guia a parte anterior do corpo do cavalo para fora do alinhamento dos posteriores e que comanda o grau de encurvatura juntamente, como é óbvio, com a utilização correta da perna interna do cavaleiro que pede ao cavalo flexibilidade e encurvatura, junto à cilha.
Ladear
As transições de espádua-a-dentro para o ladear trazem muitos benefícios. O mesmo se aplica do ladear para o ‘renvers’. À medida que o cavalo se torna eficiente e flexível no exercício pratique o ladear num círculo alargado. Logo que o cavalo executa melhor o exercício, o círculo pode ir sendo diminuído. No ladear, o corpo do cavaleiro tem que se manter ao centro. É fácil deixar o corpo inclinar-se para o exterior – é uma grande ajuda colocar o peso sobre o interior.
Os ombros do cavaleiro deverão manter-se paralelos às espáduas do cavalo. Entre estes exercícios devemos assegurarmo-nos de que o cavalo se mantém direito, descendo ao longo do centro do picadeiro. Depois devemos voltar à fase seguinte.Quando se executa um ladear em diagonal à parede, o cavaleiro deverá utilizar menos a perna exterior quando chega ao outro lado.
A Concentração e a Extensão
Se passarmos demasiado tempo a ensinar um cavalo a estender-se ou alongar-se antes dele se conseguir reunir ele terá dificuldade em fazê-lo, o que lhe trará problemas para executar os exercícios mais avançados. O cavalo deve ser ensinado a reunir-se e a flexibilizar logo desde o início. Uma vez conseguida a concentração com ação, é mais fácil obter a verdadeira extensão. Se pelo o contrário o cavaleiro se concentrar unicamente na obtenção da extensão, antes de ter obtido a concentração através de exercícios que a ela induzam, a extensão obtida tomará a forma dum andamento corrido e desequilibrado, em vez da verdadeira extensão produzida pelos posteriores. A verdadeira extensão advém unicamente da verdadeira concentração.
O Galope
Se se utilizar demasiada força com a perna de dentro quando se pede ao cavalo para sair a galope será muito difícil ensinar o cavalo a fazer o galope invertido e mais tarde a mudar de mão. É muito melhor utilizar um pouco mais a perna exterior atrás da cilha para iniciar a transição para o galope enquanto se mantém a perna interior sossegadamente à cilha, pronta para agir e atuando como suporte (ou barreira), o que evita que os quartos posteriores descaiam para dentro. Faça com que a perna exterior seja a ajuda positiva. O cavalo em breve apreenderá a reconhecer isto ao longo de todas as fases do galope, incluindo passagens de mão etc.
O Galope Invertido
O galope invertido não é suficientemente utilizado como preparação do cavalo para trabalho mais adiantado. As passagens de mão devem ser ensinadas sem que o cavalo consiga galopar invertido, em círculo, sem esforço. Muitos cavaleiros exigem demasiada encurvatura no galope invertido. Isto não é necessário. O galope invertido é excelente para aperfeiçoar o galope concentrado mas jamais deve ser forçado uma vez que é um exercício muito cansativo. No início contente-se com uma ou duas passadas, pedindo lentamente mais.
A Tendencia para ser Unilateral
Ouve-se muito falar que os cavalos têm um lado mais flexível do que o outro. A maior parte das pessoas esquece-se de que também são esquerdos ou direitos!
Se você for direito é relativamente óbvio que utiliza a mão direita na rédea direita com mais ação do que a esquerda.
Isto leva a que o cavalo fique torto. Se você procurar continuamente obter ligeireza na sua equitação, e se concentrar em obter a flexão do cavalo a partir das suas pernas e assento em vez de com as mãos, o seu cavalo ficará mais obediente, mais direito e mais flexível.
(Equitação Especial)