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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Half Pass : Apoiar

O "Apoio" é também um movimento lateral do cavalo, em duas pistas, para frente e para o lado como no exercício de "travers", agora não mais na parede mas pelas linhas das diagonais (pequenas ou grandes) ou partindo da linha do meio do picadeiro para a parede.
Posicionamento
O cavalo ligeiramente encurvado em torno da perna interna do cavaleiro, conserva-se paralelo aos lados maiores do picadeiro, com as espáduas sempre a frente dos posteriores. O cavalo está encurvado para o lado em que marcha e olha na direção do movimento. Os membros se cruzam: os de fora passam à frente das de dentro, mantendo sempre a mesma cadência, equilíbrio e fluência. A impulsão é constante, particularmente pelo engajamento do posterior interno, consequentemente existe uma maior liberdade e mobilidade de espáduas, as quais trabalham então descontraídas e elásticas. Os "apoios" podem ser feitos em pequenas diagonais, grandes diagonais, como também em "apoio e contra apoio" (para um lado, em seguida para outro), ou em zigue-zague (vários "apoios" em seguida). "Apoio e contra apoio" são pedidos em provas de nível superior. Se bem que neste movimento o cavalo tem menos encurvatura do que no exercício de "travers", este deve ser condizente com o ângulo da diagonal pedida ( linhas mais longas ou linhas mais fechadas). Quanto mais fechados os apoios mais o cavalo deverá cruzar os membros, porém sem perder o movimento para frente, por isso o grau de adiantamento do cavalo deve ser mais elevado. Normalmente inicia-se este exercício (exigido em provas de Adestramento de nível Médio), em pequenas diagonais. Seguindo a evolução, no estágio mais avançado são feitos dois "apoios" seguidos de um lado e para o outro em pequenas diagonais. Só nas provas de Adestramento de nível superior ( Intermediária 1, Intermediária 2 e Grande Prêmio), é que são pedidos "apoios" com ângulos mais fechados como também o "zigue-zague" pela linha do meio com o número de passadas ou metragem exatas.
A correção da figura e seu objetivo de ginástica
O objetivo deste exercício é o mesmo que o do "travers e renvers", (engajamento, encurvatura e elasticidade, submissão às ajudas , descontração de pescoço, nuca e ganachas, manutenção da impulsão com o uso da força dos posteriores), com a vantagem de poder controlar melhor a submissão e descontração em ambos os lados. A colocação, encurvatura, fluência e leveza são constantes e o cruzamento dos membros devem ser equivalentes e executados igualmente ambos lados .
As ajudas
As ajudas são equivalentes como no "travers"- a encurvatura do cavalo pela perna interna do cavaleiro mantém a impulsão, é pedida uma leve encurvatura pela rédea interna, que mantém um contato suave e descontraído. A rédea externa limita o quanto o cavalo deve se encurvar e mantém também o equilíbrio das espáduas. É importante que o cavalo esteja encostado igualmente nos dois lados da embocadura. O uso da perna externa pede o deslocamento lateral do corpo do cavalo e o assento do cavaleiro deve estar mais sobrecarregado no lado interno da bacia. A diferença entre o "travers e apoio", é que o primeiro é executado na parede e o segundo pode começar da parede para o centro do picadeiro, ou do centro do picadeiro para a parede. Erros são cometidos quando a perna externa do cavaleiro age com muita força ocasionando a antecipação da garupa (garupa mais à frente que as espáduas), ou ao contrário, a garupa não acompanha o movimento das espáduas. Outros defeitos são, perda da encurvatura ou membros que só cruzam lateralmente e não avançam. Quando o exercício for "apoio e contra apoio" (para um lado e para o outro) toma-se o cuidado para que a mudança de colocação não seja abrupta, pois o cavalo perderá o equilíbrio, a cadência e descontração. Este fica um instante reto antes de se encurvar para o novo lado. Na mudança de direção, a nova perna interna do cavaleiro segura de tal modo a garupa até que as espáduas se coloquem levemente à frente do movimento para seguir então em posição correta. Se o cavaleiro esquece desta ajuda e simplesmente muda rapidamente de uma perna externa para outra perna externa, o cavalo tende à jogar sua garupa de um lado para o outro, se desequilibrando, perdendo a regularidade e antecedendo as espáduas.
O treinamento
É muito importante que o cavalo já execute bem a "espádua à dentro" e o "travers" para iniciar este exercício. O "apoio" pode ser feito à partir do canto, ou de uma meia volta, como também dentro de um círculo grande, cuidando-se que o cavalo esteja encostado corretamente e por igual nas mãos, mantendo a encurvatura constante. O apoio à partir do canto será correto se o canto for realmente "bem" executado. Para cavalos ou cavaleiros iniciantes acontece comumente iniciar bem o "apoio", mas depois de 5 ou 6 passadas o cavalo perde a encurvatura e fluência como também a sua sustentação. Para corrigir este problema não se deve continuar o movimento e sim endireitar o cavalo buscando de novo a fluência, ou intercalar uma volta, preparando de novo a encurvatura da coluna e então reiniciar o exercício. Outro modo de correção para a perda de encurvatura é intercalar alguns passos de "espádua à dentro" durante o "apoio".
Erros e correções
Os defeitos nos "apoios" podem ser os mesmos do que no "travers e renvers". Se o erro não está na condução do cavaleiro e sim na dificuldade do cavalo, retoma-se o treino das figuras de "espádua à dentro, travers e renvers". É melhor dar um passo para trás no treinamento, sanando os defeitos, do que forçar um exercício mal feito que trará vícios futuros. Se os "posteriores ficam à frente das espáduas", o cavalo perde impulsão e normalmente os membros só cruzam e não avançam. Para correção, a perna interna do cavaleiro atua mais, as duas mãos trazem as espáduas adiante e com o uso constante do assento o cavalo desenvolve a impulsão, se posicionando corretamente, cruzando e avançando com fluência novamente. Se o pescoço do cavalo está demasiadamente "encurvado", (porém sem encurvatura nas costelas) e a garupa não acompanha o movimento, então a ajuda da perna externa do cavaleiro deve ter mais ação, pedindo mais atividade dos posteriores, mais encurvatura pela perna interna do cavaleiro e menos exagero na encurvatura de pescoço. Quando o cavalo tem dificuldade de se manter encurvado, é aconselhável como mencionado acima, intercalar durante alguns passos o exercício de "espádua à dentro" para retomar novamente o "apoio". Como em outros exercícios laterais, citados anteriormente, é aconselhável iniciar o ensinamento do "apoio" na andadura de passo para que o cavalo possa com calma assimilar as ajudas e manter a sua coordenação motora. Depois que este está confirmado ao passo, é que se começa o mesmo ao trote, mas em curtas distâncias, pois além de ser difícil para o cavalo manter este exercício por muito tempo, não permite que ele apresente defeitos e reações - finalmente quando confirmado ao trote pede-se este movimento ao galope, que exige mais engajamento e sustentação nos posteriores. Vários cavalos que foram iniciados precocemente no exercício de apoio ao galope, sem ter consistência nos exercícios preparatórios, apresentam esta figura com tensão, desequilíbrio, posteriores abertos, espáduas amarradas, e reação à embocadura. Na iniciação deste exercício é comum acontecerem defeitos como entortar o pescoço, entesourar, focinho para um lado e nuca para outro, deixando assim uma orelha mais baixa que outra. Como correção deve-se endireitar o cavalo novamente e pedir alguns passos para frente com impulsão, para que encoste na embocadura corretamente.
Como se distinguem os bons apoios
Colocação, encurvatura e cadência corretas, "mantidas" até o final do movimento. Trabalho de posteriores e anteriores equivalentes. Nítida impulsão vindo dos posteriores com sustentação e leveza dos anteriores. Amplo cruzamento dos membros, ação das espáduas, muitaelasticidade, leveza e atividade, vontade de andar para frente - engajamento dos posteriores e sustentação do posterior interno. A cadência da andadura, antes, durante e depois do apoio, deve ser a mesma. Os "apoios deficientes" se apresentam quando: a garupa se adianta, o cavalo perde o ângulo e fluência, os membros cruzam mas não avançam, há perda de encurvatura da coluna e do pescoço, como também da impulsão. O equilíbrio fica nitidamente sobre as espáduas (debruça), os posteriores não tem sustentação. As espáduas ficam amarradas e tensas - o encosto na embocadura é irregular e torto. As costelas não cedem em sua encurvatura - o pescoço tem exagerada colocação, ou peso demasiado sobre as espáduas. A cadência se torna irregular, não há atividade dos membros, ou a atividade de posteriores e anteriores não correspondem, as passadas ficam curtas e rasas, nítida perda de ritmo, de leveza e de sustentação.

http://www.horseworldbrasil.com.br/adestramento20073.htm

Travers e Renvers

Travers" ou Ladear de Cabeça ao Muro
O cavalo é ligeiramente encurvado em redor da perna interior do cavaleiro, Os membros do lado exterior cruzam os do lado interior, O cavalo olha na direcção do movimento, A cabeça ao muro executa-se ao longo do muro ou sobre a linha do meio. O travers pode ser executado em um trote reunido ou em galopereunido. O cavalo fica ligeiramente curvado em direção da perna de dentro docavaleiro, porém com um grau mais acentuado do que no exercício de espádua para dentro. Um ângulo constante de aproximadamente 35 grausdeve ser apresentado (de frente e de trás, são quatro pistas). A antemão continua na trilha e a garupa é conduzida para dentro. As pernas de fora do cavalo passam e cruzam na frente das pernas de dentro. O cavalo se curva na direção em que está se movimentando. Para iniciar o travers, a garupa deve deixar a pista ou, após um canto ou um círculo, não voltar à pista. Ao final do travers os posteriores voltam à pista (sem a contraflexão da nuca/pescoço) como se terminassem um círculo. Objetivo do travers: mostrar um movimento de trote reunido em uma linha reta e em uma curvatura correta.
Anteriores e posteriores se cruzam, e o equilíbrio e a cadência são mantidas.

"Renvers" ou Ladear de Garupa ao Muro
É o movimento inverso da cabeça ao muro, com a garupa seguindo o muro em vez da cabeça,quanto ao resto, todos os princípios e condições respeitantes à cabeça ao muro são válidas também para a garupa ao muro. Renvers é o movimento inverso em relação ao travers. Os posteriores continuam na pista enquanto a antemão é movida para dentro. Para terminar o renvers, a antemão fica alinhada com os posteriores na pista. de fora do cavalo passam e cruzam em frente das pernas de dentro. O cavalo se curva na direção em que se movimenta. Objetivo do renvers: mostrar um movimento de trote reunido fluente numa linha reta com um grau de curvatura maior do que uma espádua para dentro. Anteriores e posteriores se cruzam, e equilíbrio e cadência são mantidos.

Shoulder-In : Espádua a Dentro

Neste trabalho lateral (em seqüência ao "ceder à perna") o cavalo agora "encurva" sua coluna, avançando para frente e lateralmente. Sendo executada em andadura reunida (passo ou trote), deve-se manter sempre a cadência e a impulsão. Este exercício é feito somente quando o cavalo já se equilibra bem nas linhas retas, mantém com facilidade exercícios em círculos (grandes) e voltas (pequenas). Já executa o "ceder à perna" com um certo grau de reunião como também a sustentação nos posteriores. Se o cavalo ainda não domina estes itens, surgirão problemas como "desequilíbrio de espáduas" e "imperfeição na cadência". Posicionamento Esta lição deve ser feita após o trabalho de aquecimento e descontração, encurvatura e o "Ceder à perna". No início a “Espádua à dentro” é feita primeiramente ao passo para que o cavalo possa aprender com mais facilidade e entender as ajudas. O cavaleiro se concentra para que esteja sentado corretamente na linha da coluna do cavalo, seus ombros paralelos às espáduas e sua bacia paralela à bacia dele, permanecendo assim em equilíbrio conjunto, ativando mais o peso do seu assento no lado interno, mas cuidando para não torcer a cintura.
Execução e meta de ginástica
A “Espádua à dentro” é um exercício preparatório para as figuras de "Travers" ( cabeça ao muro), "Renvers" ( garupa ao muro) e "Apoios".
Função
Mais concentração de peso nos posteriores e sustentação dos mesmos, abaixamento das ancas e mobilidade dos curvilhões - aumento de engajamento e reunião. Sendo um exercício mais exigente, as ajudas são mais intensas, o cavalo se mantém mais facilmente na cadência na sua diagonalização e impulsão. Pela encurvatura de toda a coluna o cavalo trabalha corretamente nas duas mãos, melhorando assim sua retidão. Exercitando os posteriores, encurvando a coluna e ativando os anteriores, aumenta a liberdade e elasticidade das espáduas. O movimento lateral e para frente aumenta a obediência às pernas, facilita a descontração do cavalo e melhora seu equilíbrio. A iniciação para a “Espádua à dentro” pode ser feita com o exercício de "espádua à diante", que seria uma discreta “Espádua à dentro”, com menos ângulo de espáduas e menos encurvatura da coluna.
Ajudas
Antes de iniciar a “Espádua à dentro” dá-se uma meia parada, para chamada de atenção e organização de equilíbrio. A rédea interna, junto com a rédea externa, traz as espáduas para dentro do picadeiro (a rédea interna não deve jamais encurvar demais o pescoço e nem bloquear as espáduas). A rédea externa mantém as espáduas na sua posição de equilíbrio sem restringir a liberdade de movimentação. O peso do cavaleiro está mais sobrecarregado no lado interno da bacia e seus ombros permanecem paralelos às espáduas. A perna interna do cavaleiro, logo atrás da barrigueira, mantém a encurvatura (pelas costelas) e ativa o posterior interno, que se engaja e avança. A perna externa do cavaleiro, mais atrás da barrigueira, garante a manutenção da encurvatura externa e o posicionamento dos posteriores. No final da “Espádua à dentro”, endireitam-se as espáduas na parede usando a rédea externa e a perna interna.
O treinamento para a Espádua a dentro
Normalmente se executa a “Espádua à dentro” ao longo da parede, iniciada logo após o canto, de modo que o cavalo já está encurvado e preparado para o exercício, ou também como treinamento de flexibilidade, em círculos grandes. Se durante o exercício o cavalo perde a encurvatura, o ritmo e a impulsão, pede-se a retidão novamente, fazendo o encostar novamente nas duas rédeas, nas duas pernas, buscando a impulsão, retidão e contato correto.
Erros e correções
Um defeito comum é o desequilíbrio da espádua externa (o cavalo tende à voltar com a espádua para a parede, não sustentando o ângulo) causado pela ação demasiada da rédea interna.A aceitação e contato da rédea externa mantém o ângulo e equilíbrio. Outro erro é o cavalo entesourar a cabeça ( isto é, o focinho vai para um lado e a nuca pende para outro). Isto acontece quando o cavaleiro trava a rédea externa impedindo a encurvatura natural, ou quando não está corretamente encostado nos dois lados da embocadura. Então é necessário buscar novamente a retidão e impulsão. Não é correto o cavalo encurvar demais o pescoço e manter a sua coluna reta, sem flexionamento e sem ângulo de espáduas. Isto pode ser ocasionado por ação demasiada da rédea interna, pouca ação da perna interna ou rédea externa. Como correção, intercalar círculos e voltas para maior atenção às ajudas e flexibilidade de coluna. Outro problema é o cavalo ficar atrás da mão, não encostando corretamente, perdendo a cadência e fluência como também a impulsão. Corrigir então na linha reta o contato e impulsão. Quando o cavalo está aprendendo este exercício, ou quando ele está apresentando estes defeitos acima citados, deve-se fazer o mesmo em um pequeno trecho ( dez a quinze metros somente), pois é melhor buscar qualidade em um curto espaço, do que quantidade. Exercícios intercalados :Espádua à dentro, volta e espádua à dentro. Espádua à dentro na linha do meio. Espádua à dentro no círculo. A “Espádua à dentro” é feita ao passo e trote – pode também ser feita ao galope, porém com menos ângulo ( este exercício propicia um bom engajamento e reunião dos posteriores, além de melhorar a retidão da garupa na parede e durante a figura do alto). Se bem executada exibe um cavalo flexível, enquadrado, com reunião, equilíbrio, elasticidade de espáduas, com boa diagonalização e cadência.


http://www.horseworldbrasil.com.br/colunadressage20061.htm

Leg Yielding : Ceder a Perna

Este é o primeiro exercício, e o mais fácil, para ensinar o cavalo no trabalho em duas pistas, pois não exige encurvatura da coluna. Sua iniciação só deve ser feita quando o cavalo já domina bem o trabalho em círculos grandes, meias voltas, com equilíbrio e cadência se apoiando corretamente nos dois lados da embocadura, conseguindo se sustentar e colocar seu peso nos posteriores. Deve-se iniciar esta figura ao passo primeiramente, posteriormente ao trote elevado (de trabalho), para que o cavalo aprenda as ajudas e entenda o que lhe é solicitado, com calma e com tempo para assimilação. O "ceder à perna" é um exercício feito normalmente em diagonais ou meias diagonais - o cavalo se desloca para o "lado e para frente", sempre paralelo ao picadeiro, cruzando os membros sem se tocarem. Há uma bem leve flexão de pescoço para o lado oposto ao qual ele marcha. Posteriormente este exercício pode ser feito na parede ou no círculo. No "ceder à perna esquerda", o cavalo marcha para a "direita"; a perna esquerda do cavaleiro solicita o deslocamento lateral para a direita, a perna direita do cavaleiro mantém a impulsão, cuidando para que o cavalo não cruze demais os membros. A rédea esquerda pede uma leve flexão para a esquerda,enquanto que a rédea direita mantém o equilíbrio da espádua e regula a posição do pescoço. O apoio nas rédeas deve ser igual. O cavalo deve estar colocado na mão, pescoço redondo, sem tensões torções ou desequilíbrio no contato da embocadura. Suas espáduas ficam livres e elásticas sem a interferência demasiada da mão do cavaleiro. Este exercício propicia uma maior flexibilidade e atividade de espáduas (agora em movimento lateral), como a reunião dos posteriores, coordenação motora, melhorando também a cadência. O cavaleiro mantém os ombros paralelos às espáduas do cavalo assim como a sua bacia paralela à dele, o seu peso está colocado na direção do movimento e a ação de pernas mais determinantes do que a ação das mãos. As mãos só impedem o movimento para frente quando o cavalo não permanecer em duas pistas. O importante é o cavalo aprender o movimento lateral exigido pela ação da perna. Com o tempo ele conseguirá permanecer paralelo à parede, cruzando e avançando os membros sem dificuldade. Encontrando dificuldade, em qualquer ocasião, deve se diminuir as passadas (mais lentas), facilitando assim para o animal a compreensão e execução. (Se o ginete tem dificuldade em manter os anteriores na diagonal, pode-se traçar uma linha na areia, por exemplo do canto do picadeiro até a letra X , como um traço de apoio).Como praticar: Iniciar o exercício da seguinte maneira:No picadeiro, pista à mão direita (por exemplo), tomar a linha do meio fazendo uma meia volta - assim que o cavalo estiver paralelo à parede, iniciar o movimento do "ceder à perna direita", isto é ele se desloca para a esquerda, cruzando e avançando os membros até chegar novamente à parede. Naturalmente quanto mais fechado o ângulo, mais ele tem de cruzar seus anteriores e posteriores. Importante é o cavalo se movimentar livremente, lateralmente, permanecendo o corpo reto, paralelo à parede, com os anteriores levemente precedendo os posteriores. Outro bom exercício é fazer o "ceder à perna" pela diagonal, em seguida avançar em linha reta, e seguir novamente em "ceder à perna". A exigência é progressiva, pois no começo o cavalo só consegue aguentar algumas passadas neste movimento. Depois pode ser feito pela diagonal inteira quando o cavalo já consegue se manter por mais tempo sem perder a impulsão seu equilíbrio e descontração.Efeitos: Exercício de descontração, principalmente das espáduas, produzindo elasticidade e equilíbrio. O cavaleiro aprende a sentir como o cavalo movimenta as diferentes partes de seu corpo. Aprende também a sustar o movimento para frente, agora se deslocando para o lado em coordenação com a ação da perna do cavaleiro.Defeitos: O cavalo não mantém um bom contato na mão. Não mantém sua posição paralela à parede. Avança demais a garupa ou encurva demasiado o seu pescoço. Não mantém a constância do cruzamento dos membros. Cruza demasiado e não avança. Perde a fluência e impulsão. Corre para frente e se tensiona.

A Perna de Dentro e a Rédea de Fora

Segundo o General L’Hotte “Considerada duma maneira geral, a Equitação é a arte de reger os forças musculares do cavalo”. “Nós seremos senhores de dirigir essas forças musculares, a partir do momento em que soubermos ligar intimamente a impulsão à flexibilidade elástica das articulações”.Impulsão e flexibilidade que se combinam em proporções diferentes conforme a actividade a que o cavalo se destina. Assim, no cavalo de desporto, quer se trate de corridas, de concurso completo ou saltos de obstáculos, a impulsão, em graus diversos deve sobrepor-se à flexibilidade das articulações, enquanto a impulsão e a flexibilidade das articulações se equilibram exactamente no caso do cavalo de alta-escola. Os exercícios, os movimentos, enfim os meios que o Equitador tem ao seu dispor, para através dos três grandes princípios, calmo, para diante, direito, conseguir a submissão do seu cavalo, compreendem, já dissemos aqui no início deste trabalho, quase toda a Arte Equestre. Estudados em todos os tratados, muitos deles dando origem a obras de grande importância, assunto de muitas teses dos nossos Mestres, continuam a alimentar o entusiasmo e a tocar as sensibilidades deste mundo de fiéis apaixonados que são os homens de cavalos. Para esta Tese, escolhi dois aspectos que muito me têm "sensibilizado", que são base do meu trabalho, preocupação constante na preparação dos meus cavalos: A acção determinante da perna de dentro e da rédea de fora e a musculação e os exercícios de flexibilização.

O Trabalho no Circulo

Diz o General Décarpentry "que não existe outro processo para obter e desenvolver a flexibilidade lateral da linha de cima que comanda a sua flexibilidade no sentido vertical (longitudinal) a não ser o trabalho de encurvação sobre o círculo". - O princípio é fazer coincidir a projecção vertical da coluna vertebral com a linha a percorrer, trazendo as espáduas e empurrando a garupa para o interior do círculo, o Cavalo mantendo-se sempre flectido, de modo que a sua coluna vertebral constitua um arco, uma parte do círculo, mais ou menos encurvado conforme o tamanho desse mesmo círculo. Todos os cavalos são encurvados para um dos lados, o eixo da sua espinha dorsal não coincidindo com o plano vertical médio longitudinal do seu corpo. Só o meio desse eixo coincide com esse plano, as suas duas extremidades afastam-se mais ou menos e sempre para o mesmo lado. - Este é o tal "rebuçado" que todos os cavalos nos oferecem, mais gostoso ou mais amargo, que vamos "chupando" pela vida fora e quando deixamos de montar, ainda trazemos às voltas dentro da boca. - Mais difícil de corrigir no cavalo adulto, já com um esqueleto completamente formado, exige por isso mesmo uma atenção especial nos cavalos novos, trabalhando frequentemente a sua encurvação paro o lado oposto, provocando no sistema muscular uma dissimetria favorável à flexão para o lado difícil. Este trabalho dos másculos, compensando a dissimetria óssea, permitirá ao cavaleiro repor o seu cavalo relativamente direito.
As Ajudas
- A rédea de dentro, abrindo na direcção do joelho, mantém o cavalo sobre o círculo e dá-lhe a encurvação.
- A rédea de fora determina o tamanho do círculo e o grau de encurvação; actuando sobre o posterior de fora se necessário, ela vai ajudar a perna exterior do cavaleiro que actuando atrás da cilha impede que a garupa se escape para fora e ajuda a flectir o cavalo para o lado de dentro. - A Perna de dentro, actuando junto à cilha, por vezes mesmo à sua frente, além da acção impulsiva impondo o movimento para diante, determina a flexão do posterior de dentro, actuando de modo a que o cavalo se habitue a dobrar-se à sua volta e evitando que ele "caia" para dentro do círculo. - O corpo do cavalo em toda a sua extensão, como que se enrola à volta da perna de dentro do cavaleiro. - Ela desempenha neste trabalho um papel importantíssimo, muito mais importante que o papel da rédea de dentro, frequentemente utilizada por muitos cavaleiros para manter o cavalo no círculo, chegando a transformá-lo (rédea de abertura) em rédea contrária de oposição, "puxando para trás", encapotando os cavalos, não os deixando andar para diante. Daqui resultando por um lado um pescoço contraído, a nuca baixa, o desequilíbrio, a limitação ao movimento amplo das espáduas, a contracção, a precipitação; por outro lado uma oposição permanente à impulsão, obrigando as pernas a actuar exageradamente, contraindo, precipitando os andamentos. - O cavalo, habituado a enrolar-se em volta da perna de dentro do cavaleiro, o posterior de dentro flectido, a impulsão permanentemente garantida, acaba por ceder do lado interior, encostando-se à rédea e perna de fora que então poderão regular toda a sua massa. - Ele pode agora manter-se no círculo, encurvando-se em toda a sua extensão, impulsionado, o pescoço estendido, a nuca sendo o ponto mais alto, em equilíbrio, descontraído e cadenciado.

Algumas citações de um artigo da ‘Reiter Revue"
Museler, Reitlehre
"Todos os cavalos se descontraem mais depressa quando os encurvamos em vez de os mantermos direitos. O cavaleiro dá ao seu cavalo um "pli" para o interior actuando docemente com a rédea de dentro. Neste nível de ensino (trata-se de cavalos novos), não se deve resistir com a mão exterior, mas ceder para incitar o cavalo a ceder ele também, quer dizer, dar tensão às duas rédeas, procurando o contacto com a mão. O mais importante no decurso deste trabalho é não haver perda de impulsão. Num trote regular mas enérgico, controla-se a rigidez ou contracção do maxilar, das ganachas, do pescoço, do dorso e dos membros do cavalo. Ele descontrai-se cada vez mais até que esteja equilibrado e enquadrado pelas pernas, as mãos e o peso do cavaleiro."

Trabalho em bridão para cavalos novos (Autor desconhecido)
"O cavalo novo não tem ainda força para se manter sobre uma curva regular suportando mais peso com o lateral interno. Em consequência disso descai para o meio do círculo. Empregam-se primeiramente simples ajudas interiores até ter voltado à curva inicial. Em seguida a mão exterior resiste para impedir o cavalo de seguir sobre uma tangente. Quando o cavalo é capaz de suportar o seu peso sobre o círculo, faz-se executar uma sequência de espáduas a dentro, garupa a dentro muito, muito suaves, quase imperceptíveis. Assim atingir-se-á muito depressa o momento em que se pode conduzir o cavalo com a rédea exterior. Ele encosta-se do lado exterior, cedendo completamente do lado interior".

Stein Brecht, Gymnasium des Pferdes
"O cavalo tentará defender-se deixando de entrar com o posterior de dentro que deveria suportar mais peso. Portanto o cavaleiro deve zelar para que este se desloque para junto do exterior, avançando bem. É o princípio fundamental de todo o Ensino. Observando-o, respeitando-
o, chega-se a eliminar tudo o que pode impedir o aperfeiçoamento dos andamentos e a sujeição completa do cavalo. As resistências à entrada do pé interior serão vencidos sobre linhas curvas, empurrando o cavalo bem para diante".
Burkner, Ein Reiterleben
"O sistema de N. conclui que é preciso acabar por conseguir conduzir o cavalo para as duas mãos com a rédea exterior. Para isso ele fazia trabalhar os Cavalos sobre um círculo. Metia-os a galope fazendo-os ceder à rédea interior, procurando o contacto da rédea exterior por uma viva acção da perna interior. Em seguida mudava de mão. Naturalmente trabalhava mais tempo o lado mais difícil. Para verificar o sucesso do trabalho executava uma diagonal a trote médio, que devia ser enérgico e bem cadenciado, o cavalo mantendo um contacto igual com as duas rédeas do cavaleiro".
Sobre este assunto, o acordo das mãos e das pernas, já Montfaucon de Rogles (1717 - 1760) também escreveu: "Que as ancas se encontram sujeitas e como que comprimidas pelo efeito da rédea de fora e perna de dentro; este efeito, estimula-as a desviar-se e não podendo fazê-lo nem para um lado nem para o outro, obriga-as a "atirar-se" para diante sem que para isso haja necessidade de juntar-lhe a acção da perna oposta. Como a rédea de fora ao realizar o objectivo particular de que está encarregada produz ao mesmo tempo o efeito que poderia resultar da acção da perna de fora, é preciso suprimir a acção desta perna".

Preparação para a Espadua a dentro
Conseguido este quadro de ajudas, o cavalo a ceder do lado interior (acção da perna de dentro) para que se "encoste" em seguida à perna e à rédea exterior, esta rédea: - Determinando conjuntamente com a perna do mesmo lado, o grau de encurvação mantido pela rédea interior; - Adaptando o ante-mão o mais exactamente possível ao post-mão (pondo o cavalo direito), para que a força impulsiva se exerça na direcção da linha das espáduas; em o cavaleiro à sua disposição a solução simples para a preparação da espádua adentro e para a execução correcta de numerosos exercícios fundamentais para distender e descontrair o seu cavalo. Assim ;- Começar no círculo o trabalho de mobilização da garupa e espáduas ao mesmo tempo; - O cavalo sai do círculo "todo" por inteiro, por acção exclusiva da perna de dentro bem à frente, aumentando a sua acção; - A rédea de fora "resiste" ligeiramente, aumentando também a sua acção; - A rédea interior mantém-se de abertura, descontraindo e encurvando; - Este processo evita que o cavalo descaía mais com a garupa ou mais com as espáduas, o que poderá acontecer trabalhando uma e outra separadamente.
Em seguida, confirmada esta fase, pode o cavaleiro iniciar o seu cavalo a sair do círculo junto à parede: - A perna de dentro bem à frente "aumentando a sua acção" leva o cavalo junto à teia, garantindo a impulsão e facilitando a encurvação; - A rédea interior, (rédea de abertura) abrindo para o joelho traz as espáduas para dentro e impõe e mantém a encurvação; - A rédea de fora "recebe" e conduz, garantindo e controlando o desvio das espáduas para dentro, regula a encurvação do pescoço e se necessário ajuda a acção da perna de fora evitando que a garupa se escape e facilitando a encurvação. - Dar poucos passos e voltar ao círculo; - Repetir o exercício, exigindo no princípio poucos passos e pouca inclinação em relação à parede.
- Esta acção da perna de dentro sobre a rédea de fora garante uma execução harmoniosa, cavalo permanentemente impulsionado, bem encurvado, posterior de dentro bem metido, rim flexível, pescoço estendido, a nuca no ponto mais alto, andamentos elásticos e cadenciados, em equilíbrio e descontracção. - O cavalo está inteiramente diante do cavaleiro que o empurra para a frente com o seu peso e com as pernas; ele tem impressão de estar sentado justamente em cima dos posteriores e de seguir um caminho subindo.

A Preparação e Execução de Exercícios Fundamentais
A perna de dentro sobre a rédea de fora, funciona ainda como uma espécie de "pronto-socorro" tanto na execução como na preparação e correcção de muitos exercícios: - Nos treinos, recorrendo à espádua adentro, tanto na fase de preparação como na fase de correcção desses exercícios. - Nas provas, estando o cavalo bem confirmado neste trabalho, basta "metê-lo" no mesmo quadro de ajudas o que passa despercebido aos olhos do júri e é suficiente para garantir uma boa execução.
Alguns exemplos:
- Como preparação para o ladear (encurvando e metendo a perna de dentro) - Na preparação e execução das voltas (encurvação e equilíbrio) - Na passagem dos cantos (encurvação e equilíbrio) - Como correcção quando o cavalo se atravessa nas linhas direitas (galope para a direita, garupa a querer atravessar-se para a direita, lado do galope, quadro de ajudas de espádua direita adentro) - Nos encurtamentos e nas transições (para evitar que o cavalo saia da mão e levante a cabeça) - Como preparação para os alargamentos de trote (entrada do posterior de dentro - equilíbrio) - Na preparação para as saídas A galope (atitude e equilíbrio) - Como correcção quando um cavalo se atravessa nas passagens de mão (recebê-lo em espádua adentro) - No galope invertido (o equilíbrio, a atitude)

Martins Abrantes, Capitão, GNR, Portugal, 1981

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Descontração Direta e Indireta do Maxilar

“Somente a descontração da boca não basta, ela pode ser enganosa porque não conduz
necessariamente à leveza , é preciso que seja acompanhada da descontração de todo o cavalo"
“ Se o cavalo descontrai o lombo, isto tem como consequência infalível uma repercussão na boca.”
Nuno de Oliveira

Entende-se por reação como sendo a tendência ou ação do cavalo para desobedecer os comandos deseu cavaleiro. Esta reação pode apresentar vários graus de intensidade; desde uma simples contração muscular até a revolta franca e enfurecida.Observa-se que um dos mais claros sintomas de que algo não vai bem com o cavalo ,quando ele apresenta um endurecimento intermitente ou contínuo em suas ganachas, resultado de uma contração domaxilar ou queixo. Quando isso acontece no cavalo enfrenado, percebe-se que ele tenta morder nervosamente os bocados da embocadura, mantendo-a presa por momentos pelos colmilhos .A certeza de que o cavalo esta descontraído é assegurado pelo ato de mascar maciamente sua embocadura. Para fazer isso, ele tenta engolir a embocadura com o auxílio da língua. Esse movimento de bocado por vezes produz um som metálico, som esse facilmente percebido pelo cavaleiro quando usa freio e bridão.Entretanto é preciso não confundir esse mascar calmo da embocadura com o rilhar surdo e nervosodos dentes contra a embocadura. Esse estado demonstra nervosismo e reação.
O Processo Direto
São assim denominados quando se tenta obter a descontração do maxilar diretamente sobre a bocado cavalo, executados no trabalho de baixo ou montado.
1)Baucher 1ª. forma
Ações exercidas ao mesmo tempo sobre os maxilares em sentido inverso para provocar a abertura.Torção do freio na boca, uma rédea para frente e a outra para trás.A mobilização do pescoço é associada o mais cedo possível à mobilização do maxilar. O ramener é então obtido pelo retraimento da cabeça em direção ao corpo.
2)Baucher 2ª. forma
O Objetivo principal é a mobilização da boca e língua com imobilidade da cabeça. O ramener é entãoobtido pelo processo inverso, isto é, pela progressão do corpo na direção da cabeça realizado pouco a pouco no decorrer do adestramento em conjunto dos flexionamentos.Tanto na primeira como na segunda forma o que há de comum são as flexões executadas em estação, isto é, com o cavalo parado.
Observações
O posto na mão pode ficar desaprumado, com isso poderão aparecer resistências à mão.A imobilidade dos posteriores não é favorável à obtenção de leveza a atonia dos músculos atinge o maxilar. Quando se chega a produzir a descontração, ela pode cessar em movimento.Existem algumas embocaduras que facilitam a descontração em cavalos mais difíceis. São conhecidos: os freios com passador de língua, os freios bomba, os “Jouet” (brinquedos) presos aos bridões, que provocam a mobilização da língua. Essas embocaduras podem trazer inconvenientes ,como por exemplo a denominada língua de serpentina, que é provocada pela utilização indevida do “Jouet”. Pode produzir resultados satisfatórios com cavalos rebeldes, que encapotam ou que cerram os dentes com violência. Como regra geral, essas embocaduras podem ser utilizadas no período que antecede o Adestramento Acadêmico, devendo ter em mente o retorno as embocaduras normais.
O Processo Indireto
1)Emprego da espora
2)Emprego do chicote
3)Flexionamento de conjuntos especiais
1)Emprego da espora
O apoio simultâneo das 2 esporas na cilha, provoca a abertura da boca, que leva a descontração domaxilar.Inconvenientes:A abertura da boca pode não significar a descontração do maxilar, o afastamento dos maxilares é excessivo e o movimento da língua e fraco. Esse conjunto de movimentos é mais parecido com a mastigação do que propriamente com a deglutição. Não há suavidade na cessão. O valor desta descontração ,como testemunho da leveza é quase nulo por ser provocado pela ação dolorida das esporas na região da cilha O processo atenta contra a impulsão, porque deixa o cavalo duvidoso e por vezes rebelde em relação ao emprego das pernas.
2)Emprego do chicote
A ação do chicote sobre os rins do cavalo, no vértice da garupa provoca a abertura da boca e a
mobilização da língua. É um processo menos perigoso do que o emprego das esporas, porque não compromete a ação impulsiva das pernas.Pontos especiais de aplicação: a)Inserção dos rins com saída da garupa: Age diretamente sobre a boca do cavalo b)Toda a extensão do dorso: Pode provocar elevação do dorso e às vezes um arqueamento muito acentuado. c)Vértice da garupa: Pode provocar até o coice, havendo uma tendência maior para o engajamento. Essa atitude provocada pelo chicote é similar ao posto na mão regular, se diferencia apenas pela atitude de conjunto tomada pelo cavalo no momento que a descontração do maxilar se produz. Esses processos têm seu emprego eficaz quando o cavalo se apresenta: alto de frente, esmaga seu posterior ou cava o dorso.
3)Flexionamento de conjuntos especiais
O trabalho nas voltas, meias voltas e invertidas meias voltas, deixam o cavalo com aptidão, e é aumentada quando se produz o deslocamento lateral do cavalo no trabalho em duas pistas. A razão está no cruzamento dos posteriores que tem relação direta sobre os músculos do maxilar. A mobilização aumenta na medida que a mobilidade das ancas aumenta em relação as espáduas, tendo seu efeito máximo nas piruetas invertidas. Com o decorrer do adestramento o apoio se fixa e se regulariza, o cavalo se sustenta com mais facilidade e o equilíbrio é recomposto. É o processo mais eficaz na obtenção da descontração do maxilar.

A Relevância do Trabalho nos Círculos


"não existe outro processo para obter e desenvolver a flexibilidade lateral da linha de cima que comanda a sua flexibilidade no sentido vertical (longitudinal) a não ser o trabalho de encurvação sobre o círculo"
General Décarpentry
O princípio é fazer coincidir a projecção vertical da coluna vertebral com a linha a percorrer, trazendo as espáduas e empurrando a garupa para o interior do círculo, o Cavalo mantendo-se sempre flectido, de modo que a sua coluna vertebral constitua um arco, uma parte do círculo, mais ou menos encurvado conforme o tamanho desse mesmo círculo. A razão porque o círculo é um dos primeiros trabalho em escola, é porque traduz o cavalo nas flexões laterais, portanto é muito importante que o cavaleiro realmente tente encurvar ou flexionar o cavalo em torno da perna de dentro.O cavalo não pode acompanhar o rastro do círculo se ele não se flexiona. É fundamental que esse círculo seja realizado no centro do picadeiro tendo como tangentes as letras B e E. Muitos cavalos tentarão saltar ou pular a cerca do picadeiro quando eles alcançarem as letras tangentes B e E, contudo o professor tem que estar certo que o cavalo permaneça flexionado e apenas toque ou tangencie B e E. Quando o cavalo aprendeu a ficar flexionado dentro do círculo, o cavaleiro pode tentar trabalhar nos círculos próximos às letras A e C. A dificuldade é que, nos cantos o cavalo tende a ir para dentro, saindo da curva. Quando isto acontece o propósito do trabalho está perdido, porque o cavalo endireitou-se. Na reprise de adestramento significa uma baixa pontuação. Após uma certa prática trabalhando, não será muito difícil realizar um círculo de 20m de diâmetro. Quando o diâmetro é reduzido, a dificuldade aumentará porque o cavalo tem que se encurvar mais. Portanto, se em uma reprise de adestramento se pede um círculo de menor diâmetro e o cavaleiro executa com um diâmetro maior, sua pontuação será mais baixa porque o cavaleiro está evitando a dificuldade solicitada na reprise. A forma de ensinar ao cavalo o trabalho de círculos, é verificar se ele aprendeu a ceder pela pressão da rédea de fora junto com o pescoço, exigindo então que ele leve suas espáduas no caminho do círculo. Uma vibração com a rédea de dentro para baixo, então o cavaleiro verá o olho do cavalo causando uma flexão da cabeça, convidando o cavalo a olhar na direção na qual ele estará marchando. Avançando o joelho de dentro para baixo, causará mais pressão por parte do seu assento, e uma barriga da perna fechada juntamente atrás da cilha proporcionará uma criação maior da impulsão. É também uma grande ajuda se o cavaleiro torce suavemente sua coluna vertebral. Com essa indicação as espáduas e os quadris estarão na direção que se quer que o cavalo vá. Inicialmente a perna de fora tem um papel passivo, ela previne que as ancas saiam para fora; mas quando o diâmetro é reduzido para 15, 10, 8 e, finalmente, 6 metros, a perna de fora voltará a ser mais ativa, com o aumento da flexão.É essencial que a rédea de fora não puxe o cavalo para fora do arco de círculo, se aquela rédea é muito tensionada então o cavalo não poderá se encurvar. É também bastante importante que o cavaleiro não puxe com a rédea de dentro, isto poderá fazer com que o cavalo desloque as suas espáduas para fora. Quando se trabalha nos círculos, o cavaleiro nunca deve esquecer que o propósito é flexionar o cavalo lateralmente com a finalidade de mantê-lo descontraído, relaxado.